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Na Argentina, forte repúdio levou Faculdade de Direito a suspender conferência de Sergio Moro

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O anúncio de uma jornada na Faculdade de Direito da UBA (Universidade de Buenos Aires), na qual participaria o ex-ministro da Justiça do Brasil, Sergio Moro, gerou o repúdio de amplos setores políticos e profissionais, que organizaram uma campanha contra sua presença, via plataforma Zoom, prevista para o próximo dia 10 de junho no simpósio “Combate contra a corrupção, democracia e estado de direito”. Após a pressão, os organizadores anunciaram a suspensão da fala do brasileiro.

 

A instituição que organizou a fala de Moro é o Centro de Estudos sobre Transparência e Luta contra a Corrupção, dirigida por Carlos Balbín, um advogado que foi procurador do Tesouro durante o governo de Maurício Macri.

 

As pessoas que repudiam a presença do ex-ministro de Bolsonaro recordaram que Sergio Moro foi artífice e executor da perseguição judicial contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o impossibilitou de ser candidato a presidente da República.

 

Os mesmos promotores da coleta de assinaturas contra a participação de Moro no colóquio afirmaram que, com sua presença no gabinete do mandatário de extrema direita, o ex-ministro demonstrou “sua absoluta parcialidade para com quem havia julgado previamente”, e que o governo Bolsonaro “é reconhecido por violentar e atacar os direitos das minorias étnicas, sexuais, religiosas, os direitos humanos das mulheres, e por fomentar o ódio e a discriminação como uma ferramenta política”.

 

E adicionaram que “Moro é símbolo da pior cara do Poder Judiciário nas nações latino-americanas, sendo uma engrenagem fundamental do “Lawfare”, ou guerra judicial contra líderes políticos da região”.

 

Nas redes sociais, houve muitas adesões ao repúdio a Moro. A principal voz foi a da ministra das Mulheres, Gêneros e Diversidade, Elizabeth Gómez Alcorta. Outra importante figura na política argentina que também repudiou a presença de Moro na UBA foi Alicia Castro, ex-deputada e embaixadora da Argentina na Venezuela e no Reino Unido (veja postagem dela no Twitter, abaixo).

 

Com informações do jornal “Página 12” da Argentina

 

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