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Na abertura da coletiva de Lula, nesta sexta (8), a deputada Gleisi apresentou o “Memorial da Verdade”

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A obra, lançada no Congresso Nacional pelas bancadas petistas na Câmara e no Senado, desmonta farsa política, jurídica e midiática contra Lula e deve ser usada para promover o debate político na sociedade

 

O  “Memorial da Verdade: por que Lula é inocente e por que tentaram destruir o maior líder do Brasil”, livro organizado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e produzido pelo jornalista e escritor Ricardo Amaral, lançado no dia 22/9,  no Salão Nobre do Congresso, foi mencionado, pela deputada federal e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PR).

 

Na abertura da coletiva, a deputada divulga o livro e informa que o conteúdo faz um relato “do massacre midiático” que a mídia liberal impôs a Lula e ao PT. “Neste livro a gente conta a história do presidente Lula e de todos os processos a que o presidente Lula foi submetido. É importante fazer um registro aqui: dos 20 processos avaliados na Justiça, os 20 o presidente Lula saiu vitorioso. Ele não tem sentença transitado em julgado condenando e não tem nenhuma sentença em qualquer outra instância condenando. Hoje temos o presidente Lula livre e inocente”, afirmou.

 

E continuou: “Inocente porque as denúncias foram arquivadas, foram trancadas, foram julgadas e o presidente Lula é inocente. E essa desinterdição do presidente Lula é que traz a esperança para o povo Brasileiro. É importante dizer que, durante todo esse período que nós enfrentamos a Lava Jato e que foi vitorioso na Justiça, e eu tenho certeza também que está sendo vitorioso e será vitorioso na opinião pública e na política, nós enfrentamos uma situação muito difícil. Tivemos aí um massacre midiático. Tem um estudo da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), do manchetômetro, que mostra que em 2016 nós tivemos 13 horas de Jornal Nacional (JN) [da Globo] contra o presidente Lula”, aponta.

 

Gleisi Hoffmann também observou: “Vocês devem lembrar daqueles dutos da Petrobrás jorrando dinheiro. E a nós cabiam notas que eram lidas no final de cada uma daquelas reportagens. Nós tivemos, com os três principais jornais, de 2015 a 2016, 693 editoriais contra Lula e contra o PT, e, de 2014 a 2017, foram 55 capas das três principais revistas do Brasil expondo o presidente Lula ou expondo o PT. Ou seja, colocou-se na opinião pública a versão de que o presidente Lula era corrupto, que o PT era corrupto e que fazíamos parte de uma quadrilha. Nós não vamos deixar isso sem resposta”.

 

 

Confira a coletiva do ex-presidente Lula, nesta sexta-feira (8/10), em Brasília:

 

 

Para além de um livro e de uma plataforma

 

Parlamentares durante o lançamento do Memorial da verdade, no Congresso Nacional, em setembro/2021

 

Para além de livro e de plataforma, a obra é considerada um documento multimídia que demarca a luta pela volta do Estado de Direito no Brasil, de forma a evitar que o episódio de perseguição, condenação ilegal e prisão de Lula volte a acontecer com uma liderança política progressista no Brasil.

 

O ato de lançamento contou com a participação de parlamentares do PT e de partidos de esquerda, além de lideranças políticas e representantes de diversas entidades e organizações populares. Por vídeoconferência, o presidente Lula também participou do lançamento do “Memorial da Verdade” no Congresso.

 

 

Vencer o debate político

 

A presidenta do PT, deputada federal (PR) Gleisi Hoffmann, que fez a abertura do lançamento do livro, reafirmou que o Memorial da Verdade comprova a inocência de Lula e lembrou que antes mesmo de a justiça falar sobre as ações, todas elas muito influenciadas pelo Ministério Público e baseada em delações premiadas e matérias jornalísticas, o ex-presidente já havia sofrido uma condenação por parte da mídia hegemônica, das elites e de grande parte do judiciário do país.

 

“O fato é que o Lula ficou preso por 580 dias, mas a verdade é um barco que balança, mas não afunda, ele chega no seu rumo. E é isso que nós mostramos neste livro. Aqui nós falamos das 20 ações que foram ajuizadas contra o presidente Lula, de cada uma delas, o que eles alegavam, a falta de provas e a decisão judicial a respeito delas. Das 20 ações, em 19 o Lula venceu”, destacou ela.

 

“A verdade que hoje ele é um homem livre e inocente, não tem nenhuma sentença penal transitada em julgado contra o presidente Lula. Falta uma aqui na Justiça Federal de Brasília que não tenho dúvida irá seguir o mesmo caminho das outras. Então, para nós, é muito importante fazer este debate na sociedade brasileira, porque nós vencemos judicialmente e, agora, temos que vencer politicamente”, enfatizou Gleisi.

 

O líder do PT na Câmara, Elvino Bohn Gass (PT-RS), relembrou a farsa montada e a injustiça cometida contra o presidente Lula e pregou uma reação política diante da sua inocência já comprovada pelas decisões judiciais

 

“Contra esta farsa política, jurídica e midiática, nós precisamos reagir. E a melhor forma de reagirmos é com este trabalho organizado pelo Ricardo Amaral, com as manifestações das lideranças que temos aqui, na programação das bancadas dos nossos deputados e senadores, além das entidades que montaram os comitês Lula Livre e lá estiveram por 580 dias consecutivos. Toda essa história nós precisamos debater no Brasil, contra esta farsa e esta injustiça feitas contra o Lula e a esquerda”, afirmou.

 

Também por vídeo, o advogado Cristiano Zanin, da equipe da defesa do presidente Lula, participou do lançamento da obra.

 

 

Perseguição política e midiática

 

O senador Rogério Carvalho (PT-SE), que representou a bancada do PT no Senado, enfatizou as motivações que levaram Lula a ser perseguido, preso e sacado das eleições de 2018.  Segundo ele, Lula representou não só a chegada do povo ao poder, mas um novo paradigma do Brasil frente ao mundo.

 

Em sua fala, Rogério Carvalho ainda destacou avanços como a inclusão social, o crescimento econômico do país, que chegou a figurar como a sexta maior economia do mundo, e a geração recorde de emprego e renda. Essas conquistas, assim como a implantação de uma política petrolífera voltada aos interesses nacionais e a construção de novas pontes na economia mundial, atraíram fortes reações, observou o senador. “Éramos de fato uma grande nação ameaçadora aos interesses do mundo corporativo, que queria impedir a explosão desse gigante ou ter para si as riquezas desse gigante”, afirmou Rogério.

 

Durante a sua exposição no ato de lançamento, o jornalista Ricardo Amaral observou que quando o livro foi impresso em sua primeira edição ainda não havia saído a sentença que absolveu Lula do 19º processo. Essa e outras atualizações devem sair nas próximas edições.

 

Amaral lembrou ainda que somente entre janeiro e agosto de 2016 foram 13 horas de matérias negativas levadas ao ar pelo telejornal de maior audiência no país; nenhuma matéria era positiva. No ano anterior, os três maiores jornais em circulação publicaram 693 editoriais contra Lula, e, com a mesma tônica, foram 55 capas das três maiores revistas semanais. “Isso não aconteceu de graça”, destacou o autor.

 

 

Do Jornal Brasil Popular com PT Brasil, PT no Senado e PT na Câmara

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