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Musical Gracias a La Vida retrata os Anos de Chumbo da América Latina

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Brasília será palco do musical Gracias a La Vida! Estreia dia 16/10, às 20h, no Complexo Cultural de Planaltina. E dia 23/10, chega ao Teatro SESC Newton Rossi em Ceilândia. Os ingressos são limitados e disponibilizados no Sympla um dia antes do espetáculo.

 

Com uma mistura de literatura e música latino-americana, o Musical Gracias a La Vida estreia na próxima semana com duas apresentações. Os espetáculos acontecerão nos sábados, dia 16 no Teatro Uberdan Cardoso do Complexo Cultural de Planaltina, e dia 23 no Teatro Newton Rossi, do Sesc de Ceilândia, sempre às 20h. A entrada é gratuita e os ingressos devem ser retirados um dia antes do evento pela plataforma Sympla.

 

Os anos de chumbo compõem o pano de fundo do projeto, que traz a luta e resistência latinas e o processo revolucionário de preservação da nossa diversa e rica cultura popular latino-americana. O espetáculo é um convite a nós, latinos, revisitarmos nossas poesias, músicas, símbolos e cores ao trazer referências culturais de países como Argentina, Chile, Peru, e Brasil e seus artistas consagrados.

 

Quem assina a direção geral do musical é Dorival Brandão, com roteiro e poesia de Pedro Tierra, direção artística do uruguaio Hugo Rodas e direção musical do hondurenho Alex Paz. Um caldeirão de pensamentos que se misturam em uma só identidade.

 

Com duração de 80 min, o roteiro é encenado pelos atores brasilienses Sheila Campos e Vinícius Borba. Já as canções serão interpretadas por Dani Machado e Chico Nogueira, acompanhados pela Banda Tupac Amaru, nome inspirado no líder indígena inca defensor da igualdade de direitos e que comandou uma insurreição contra a metrópole espanhola em 1780

 

O repertório inclui as consagradas canções “Gracias a La Vida”, da chilena Violeta Parra; “Pra não dizer que não falei de flores”, de Geraldo Vandré; “Los Hermanos”, de Athaualpa Yupanqui; “Yo pisaré las calles nuevamente”, Pablo Milanés; além poetas como Pedro Tierra e Pablo Neruda.

 

O espetáculo musical é uma iniciativa da Associação Artise de Arte Cultura e Acessibilidade, com fomento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal. O evento seguirá todos os protocolos de segurança sanitária contra a Covid-19. Serão exigidas comprovações de vacinação, seja por meio de carteira de vacinação ou do Conect SUS.

 

Música e resistência

 

Para o diretor Dorival Brandão, além da necessária autoafirmação do povo latino-americano, a proposta do espetáculo é também reafirmar a identidade cultural suprimida dentro dos processos de colonização e repressão, principalmente das culturas indígena e andina.

 

“O espetáculo tem a cara do povo latino-americano porque dentro do conceito nós trouxemos também músicas muito populares de seus países de origem como México, Cuba, Chile e Brasil. Qualquer música que formos tocar, com os novos arranjos produzidos, são músicas conhecidas no continente inteiro trazendo um sentimento de identidade e pertencimento”, afirma Dorival Brandão.

 

Quem assina o roteiro é Pedro Tierra, pseudônimo do importante político e poeta brasileiro Hamilton Pereira, que durante a ditadura brasileira cumpriu pena de prisão entre 1972 e 1977. Além de vários livros publicados, Hamilton foi por duas vezes Secretário de Estado de Cultura do Distrito Federal.

 

“Na ditadura que se inicia nos anos 60, nós voltamos o olhar para um fenômeno de reconhecimento na literatura e na música latino-americana. O musical Gracias a La Vida nos faz mergulhar nas expressões musicais da América Latina para compreender que não haverá liberdade possível sem lutar por um destino compartilhado.” explica o escritor Pedro Tierra.

 

Cores e luto

 

Consagrado diretor do teatro brasiliense, Hugo Rodas explica que apesar da cor e do movimento, o espetáculo traz um conceito estético simples com abordagem do luto, onde as músicas e os poemas são destaques.

 

“Queremos que seja ouvido e que seja falado e cantado. Não é um espetáculo feito em uma estética burguesa. É um espetáculo com cara de trabalho”, avalia.
Nascido no Uruguai, o dramaturgo fala da emoção de retratar a temática, após passar por diversas ditaduras, sobretudo a uruguaia, antes de chegar a Brasília, por volta dos 15 anos de idade. “Nada que me separa da plateia me interessa”, afirma Hugo Rodas.

 

 

Ficha Técnica:
Roteiro: Pedro Tierra
Direção Artística: Hugo Rodas
Direção Musical: Alex Paz
Direção Geral: Dorival Brandão
Intérpretes Dani Machado e Chico Nogueira
Atores: Sheila Campos e Vinícius Borba
Músicos: Carlos Cárdenas (saxofone) José Cabrera (piano), Leander Motta (percussão), Oswaldo Amorim (baixo acústico), Westonny Rodrigues (trompete), Filipe Silva (trombone), Simão Santos (guitarra) e Walber da Matta (teclados)
Coordenação de Produção: Ângelo Macarius
Produção Executiva: Janaína Montalvão
Designer Gráfico: Renata Rangel
Mobilização de Redes: Izabela Borelli
Coordenação Administrativa: Alexandre Rangel
Coordenação de Comunicação: Stéffanie Oliveira

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