O agravamento da pandemia do novo coronavírus, no Rio Grande do Sul, afeta municípios que enfrentam superlotação nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) com o aumento no número de casos de Covid-19 no estado. Ao mesmo tempo, os administradores municipais reforçam as fiscalizações para conter as aglomerações que seguem, principalmente, nos fins de semana. Como os casos que se acumulam pelo Rio Grande do Sul, no sábado (5) e domingo (6).

 

Pressão nos municípios e aglomerações

Em Santa Maria, na região central da unidade federativa, uma festa com 400 pessoas, no Bairro do Rosário, foi dispersada. A taxa de ocupação de UTI no Hospital Universitário da cidade (HUSM) está em 106,7%. Da mesma forma, outros casos de aglomerações foram registrados na Região Metropolitana, como no município de Novo Hamburgo, que foi palco de um evento com mais de 300 pessoas; em São Leopoldo, com mais de 70 e em Porto Alegre com lotação de mais de 150 pessoas também no último final de semana.

 

 

Com a extinção do Modelo de Distanciamento Controlado, do governo gaúcho, a pressão recaiu sobre as cidades. A proposta foi substituída pelo modelo 3As, que sinaliza para os municípios que precisam tomar providências para aumentarem as medidas de contenção. Porém, nada mais é do que uma transferência de responsabilidades por parte do governo estadual. O alerta foi feito pelo presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Sul, Maneco Hassen, ex-prefeito de Taquari pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

“Uma transferência integral de responsabilidades do governo do estado para as cidades. O governador por razões que não cabe discutir, porque ele também não explicitou, abre mão de qualquer liderança no processo de combate à pandemia e transfere integralmente esse papel para os municípios. Os municípios que já fazem a votação, que já fazem a fiscalização, que já fazem as ações de prevenção, já fazem o combate direto nos hospitais, nos postos de campanha em algumas cidades, nos postos e nos hospitais de campanha e também fazem o regramento”, destacava Maneco, um pouco antes do novo modelo entrar em vigor, em live do Sul 21 no final do mês de maio.

 

Crescem casos de Síndrome Aguda Respiratória Grave (SARG)

 

Juntamente com o aumento de contaminações, que já passam de 1.119.000 pessoas, e com 28.866 mortes, surge ainda, paralelamente, o crescimento nos casos de Síndrome Aguda Respiratória Grave (SARGs) com a chegada do inverno. O painel da Secretaria de Estado de Saúde do Rio Grande do Sul mostrava, nesta segunda-feira (7), que houve um aumento de 7% nesses casos em todo o território gaúcho. A taxa geral de ocupação de UTI está em 87%.