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Mulheres: ainda precisamos conhecer seu legado

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Entramos na Semana da Mulher.
Serão postagens, declarações e corações e algumas flores.
Tudo bem.
Só quero lembrar que é preciso preparar para 2022 os 90 anos do voto feminino.
Queria que houvesse uma LIVE sobre a vida de Luciana de Abreu.
Queria que se discutisse a luta das mulheres se formarem médicas, como o Rita Lobato.
Queria um debate, uma mesa redonda, para debater as poucas denominações femininas de ruas em Porto Alegre.
Como uma cidade nomina Praça Marquesa de Sevigne uma praça da Centro Histórico se ela viveu no século XVII na França e ninguém sabe nada dela?
Por que temos 50 nomes de ruas com a nominação de Dona e nenhuma com o equivalente masculino Seu?
Por que se ouve tão pouco as modinhas de Chiquinha Gonzaga?
Onde estão as mulheres da Revolução Farroupilha?
Na Semana da Mulher tem que ter espaço para tal, porque na Semana Farroupilha o machismo ainda impera.
Quando o movimento sindical no 8 de março fará uma homenagem a Julieta Battistioli?
Em qual 8 de março o Cpers vai falar do papel da Teresa Noronha , da Zilah Totta e da Julieta Balestro?
Em qual 8 de março a OAB resgatará a história das primeiras advogadas?
Vou parar aqui.
Já cansaram?
Perceberam que estamos diante de alguns problemas.
Será que corações no Facebook e no Instagram é festejar o Dia Internacional da mulher?

 

 

Adeli Sell é bacharel em direito e escritor

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