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Moradores do Paranoá cobram da Administração providências sobre lixos nas ruas

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No DF não é permitido jogar entulho, móveis usados e resto de poda no lixo. Na rua também é proibido. Ainda sim, em muitas cidades em Brasília, há pessoas que descartam resto de construção, sofás velhos, colchões e outros objetos sem utilidade nas ruas. A multa para quem comete esse tipo de infração varia de R$ 216 a 22 mil.

 

 

Em todo o DF há 33 Regiões Administrativas (RAs), mas apenas oito delas possuem Papa Entulho (veja lista), local adequado para fazer o descarte desse tipo de lixo. Essa é uma alternativa gratuita para quem não pode pagar um serviço particular legal.

 

 

No Paranoá não há nenhum Papa Entulho. Sem opção, infratores descartam esse tipo de lixo nas ruas. Em alguns casos, os resíduos são jogados na calçada, dificultando a passagem de moradores que moram nas quadras que vão de 6 até a 34.

 

 

Esse problema na cidade, contam moradores, não é de hoje. E quando a área é limpa, o que não acontece com frequência, gera outro problema, a danificação das calçadas.

 

 

Segundo José Alci, que esteve na Administração da cidade para cobrar uma solução para o problema, o descarte irregular só acontece porque não há fiscalização. Segundo ele, quando os caminhões aparecem para retirar o lixo, acabam retirando também as calçadas.

 

 

“Daqui a pouco teremos que caminhar na rua junto com os carros, porque não teremos mais calçadas. E além de conviver com esse lixo na porta de casa, ainda correremos o risco de sofrermos acidentes”, conta Alci.

 

 

Outro problema apontado pelo morador Antônio Mendes, que mora no Paranoá há mais de 20 anos e também cobra uma solução para o lixo nas ruas, é a falta de conscientização de uma parcela da população. “Esse é um problema cultural. Mudar isso não é fácil, mas estamos conversando com os moradores com o intuito de criarmos uma consciência coletiva”, afirma.

 

 

Por telefone, o jornal Brasil Popular entrou em contato com a Administração do Paranoá. Disseram que a retirada do lixo é feita pelo Sistema de Limpeza Urbana (SLU). Afirmaram ainda que os moradores precisam denunciar para que os infratores sejam punidos.

 

 

O jornal Brasil entrou em contato com o SLU e foi informado que esse tipo de demanda deveria ser feita na Ouvidoria do GDF pelo telefone 162. Ligamos e depois de quase oito minutos, um atendente explicou que o órgão tem até 20 dias corridos para responder a manifestação.

 

 

Também entramos em contato por e-mail com as assessorias técnicas da Administração e do SLU, mas até a publicação desta matéria não recebemos retorno.

 

 

Veja os locais de descarte, que ficam abertos de segunda a sábado, das 7h às 18h, nas seguintes RAs:

 

Taguatinga (1)
Asa Sul (1)
Gama (1)
Guará (1)
Planaltina (1)
Santa Maria (1)
Ceilândia (3)
Brazlândia (2)

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