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Monstruosidade: “Óbito também é alta” seria lema na Prevent, diz advogada

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Bruna Morato contou aos senadores da CPI do Genocídio que orientação era baixar oxigenação dos pacientes internados por muitos dias, causando a morte deles, para assim liberar leitos

 

A advogada Bruna Morato, que representa os médicos que trabalharam na Prevent Senior e denunciaram uma série de supostos procedimentos macabros praticados contra pacientes do plano de saúde, disse em seu depoimento à CPI do Genocídio há pouco instantes que um lema muito ouvido na empresa era “óbito também é alta”.

 

Segundo a representante dos denunciantes, para liberar leitos (e por consequência diminuir custos e desafogar a ocupação), uma orientação da diretoria da Prevent Senior seria a de reduzir o fornecimento de oxigênio a pacientes que estavam internados por muitos dias, o que inevitavelmente resultaria na morte deles.

 

“O relato foi o seguinte: pacientes internados em determinadas unidades de terapia intensiva, cuja internação tivesse mais de 10 ou 14 dias, a esses pacientes o procedimento indicado era a redução da oxigenação, ou seja, eles iam reduzindo o nível dos respiradores”, contou Bruna.

 

O procedimento macabro seria algo comum e de acordo com ela era visto até como algo “positivo”, pois liberava leitos, como nos casos de alta médica, o que teria motivado o surgimento de um monstruoso lema na empresa.

 

“Esses pacientes, segundo informações dos médicos, evoluíam para óbito na própria UTI, então você tinha uma liberação de leitos. A expressão que eu ouvi ser muitas vezes utilizada é: óbito também é alta”, concluiu a advogada.

 

Da Revista Fórum

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