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Ministério Público vai investigar invasões a hospitais e ameaças a profissionais da saúde

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O procurador-geral da República, Augusto Aras, informou que está pedindo às unidades do Ministério Público que apurem denúncias de invasão a hospitais e de ameaças a profissionais da saúde durante a pandemia do novo coronavírus.

 

O pedido foi feito após registros de que, no Distrito Federal, em São Paulo e no Espírito Santo, deputados bolsonaristas e apoiadores entraram em unidades de saúde para verificarem se leitos estavam sendo ocupados por pacientes com covid-19.

 

Embora não haja nenhuma citação de Aras ao presidente da República nos pedidos de investigação com relação a este caso, o fato é que as invasões foram incentivadas por Jair Bolsonaro.

 

Várias entidades de saúde e governadores criticaram Bolsonaro por incentivar a população a entrar em hospitais e filmar leitos de UTI. O Conselho Nacional de Saúde (CNS), por exemplo, divulgou uma dura nota afirmando que a atitude “demonstra total desprezo pela vida da população” e disse ainda que o governo continua assumindo sua atitude genocida e se coloca como adversário da ciência.

 

Já o Consórcio do Nordeste, composto pelos nove governadores da região, enviaou uma carta a Bolsonaro, dizendo que “não é invadindo hospital e perseguindo gestores que o Brasil vencerá a pandemia”.

Em São Paulo, o governador João Doria repudiou a tentativa de invasão de deputados estaduais no hospital de campanha do Anhembi. Eles criticaram o grupo de parlamentares e assessores que entrou no local  sem autorização da prefeitura paulistana.

No Judiciário também houve manifestação contra Bolsonaro. Por exemplo, em mensagem publicada no Twitter, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, cobrou a apuração do caso. “Invadir hospitais é crime – estimular também. O Ministério Público (a PGR e os MPs Estaduais) devem atuar imediatamente. É vergonhoso – para não dizer ridículo – que agentes públicos se prestem a alimentar teorias da conspiração, colocando em risco a saúde pública”, afirmou Mendes.

 

 

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