Os valores ficam acima do teto do funcionalismo público federal, de R$ 39,3 mil, que é o salário de um ministro do STF

Militares das Forças Armadas que comandam um terço das estatais brasileiras recebem salários brutos que variam de R$ 43 mil a R$ 260 mil. Os valores pagos estão acima do teto do funcionalismo público federal, de R$ 39,3 mil, que é o subsídio de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Em 15 das 16 estatais há acúmulos de remunerações.

A deúncia é do jornal Folha de S. Paulo. Segundo o jornal, “à frente de um terço das estatais com controle direto da União, militares de Exército, Marinha e Aeronáutica acumulam as remunerações recebidas por integrarem as Forças Armadas e os salários ou benefícios pagos pelas empresas”.

Apenas a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) informou ter aplicado um teto para limitar os ganhos a R$ 39,3 mil. A EBSERH  é responsável pela gestão de 40 hospitais universitários federais e é vinculada ao Ministério da Educação (MEC).

O presidente da Petrobras, general de Exército Joaquim Silva e Luna, segundo a Folha, que chegou ao cargo em abril deste ano, após uma intervenção de Jair Bolsonaro na estatal.

Por estar na reserva, no topo da hierarquia militar, Silva e Luna recebe R$ 32,2 mil brutos. Na Petrobras, conforme o formulário de referência divulgado pela estatal aos investidores, a remuneração média mensal chega a R$ 228,2 mil, levando em consideração ganhos fixos e variáveis referentes ao ano de 2020.