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“Militância nas redes: a arte de unir pessoas”

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Na segunda metade dos anos 1990, a Internet se popularizou no mundo e, a partir dos anos 2000, passou a oferecer um tipo de serviço de comunicação e entretenimento que, num piscar de olhos, ganhou uma força impressionante: as redes sociais – ou, redes digitais. Atualmente, redes como Facebook, Twitter, WhatsApp, Instagram, Telegram, Signal e uma profusão de outras centenas delas se tornaram essenciais na vida de todo mundo.

 

 

Além de modificarem atitudes, as redes digitais chegam mesmo a ditar normas e comportamentos. Chegam até a “determinar” os resultados de eleições importantes. Influi nos círculos de amizades e interfere nas cenas familiares. São usadas para monitoramento e definições da carreira profissional em locais de trabalho. Estão presentes em tudo na vida e já são consideradas um apêndice da pessoa. Fazem parte do cotidiano como se existissem há milênios. Com a pandemia da covid-19, tornaram-se essenciais e passaram a integrar as relações sociais de trabalho.

 

 

No entanto, alguns anos antes da covid, políticos e empresários descobriram que as redes eram uma mina de ouro muito mais eficaz do que a mídia para manipular opiniões. Nos EUA, eles perceberam que, com as redes digitais, poderiam aprofundar o seu colonialismo no mundo sem disparar uma única bala de fusil, e sim com difusão de fake News. Com notícias mentirosas veiculadas pelas redes sociais experimentaram uma explosão de animosidades irracionais e viram que conseguiriam, com isso, destruir empresas consolidadas nacionais de outros países, promover guerra econômica, destruir a soberania e as instituições públicas dos países em desenvolvimento ou que não são subservientes a eles, como a Rússia, a China, Cuba, Venezuela, entre outros.

 

 

Observaram que uma das mazelas do uso manipulado das redes digitais era a capacidade de fraudar eleições e cometer golpes de Estado mundo afora, bem como “eleger”, na base da fraude e com apoio de uma profusão de robôs,  neofascistas como Donald Trump, em 2017, para presidente da República. Fizeram uma festa na América Latina onde encontraram empresários e políticos escravagistas, dispostos a qualquer “negócio” para terem dinheiro e poder. Foi fácil no Brasil encontrar esse tipo de gente.

 

Repetiram a fraude aqui. “Elegeram” Jair Bolsonaro e, antes disso, aplicaram um golpe de Estado. Promoveram em pouco tempo, por meio das redes e dos robôs, uma tragédia social e econômica sem precedentes. Foi assim que, de repente, uma militância de última hora de adeptos do neoliberalismo, do fascismo e da subserviência da nação brasileira aos interesses dos EUA tomou as redes digitais. Essa ação, associada a outras mazelas ilegais que ocorriam no campo do Judiciário, fraudaram a eleição de 2018 e tornaram o Brasil refém do neocolonialismo. Usaram as redes para demonizar a esquerda, perseguir pessoas, criminalizar trabalhadores, desmoralizar os conceitos de direitos trabalhistas e eliminar a população pobre.

 

 

O formato usado pelo empresário neocolonialista norte-americano Steve Bannon, que elegeu Bolsonaro para a Presidência da República, usava a agressividade e discursos de ódio, com a palavra anticorrupção e ataques ao PT, para conquistar público, e manipular votos. E conquistou. Transformou amigos e familiares em inimigos e, em pouco tempo, o Brasil em um campo de guerra com uma economia devastada, milhões de famintos e desempregados, destruição ambiental, desindustrialização, dentre muitos crimes de lesa-pátria.

 

 

As redes digitais manipuladas pelos fascistas divulgaram, e ainda divulgam, todo tipo de desrespeito às instituições públicas brasileiras e as grandes empresas privadas nacionais, desacreditando a democracia e o processo eleitoral com acusações falsas sobre as urnas eletrônicas ou com discurso de que “se eu não ganhar, é fraude”. Ao subir ao poder, a primeira ação desse grupo foi a de desindustrializar o País e, numa ação aligeirada, a de vender o patrimônio e as empresas que asseguram a soberania nacional, como a Petrobrás, a Eletrobrás e os Correios e Telégrafos, a estrangeiros.

 

O livro de Daniela Castro

 

Desde então as redes sociais se tornaram o centro do debate de todos os temas nacionais, objeto de estudo e local de participação popular. Conhecer mais a fundo essa novidade tem levado muita gente a estudá-la. É o caso da servidora pública e gestora de tráfego Daniela Castro, que acabou de produzir o livro intitulado “Militância nas redes: a arte de unir pessoas”. Colaboradora da Rádio Web Manawa – A Voz da Resistência, de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Daniela conta, na obra, sua trajetória como participante ativa no projeto denominado “ativismo digital”. O livro pode ser adquirido pelo WhatsApp (51) 9.92312840.

 

Daniela Castro. Foto: Divulgação/Arquivo da própria Daniela
Daniela Castro. Foto: Divulgação/Arquivo da própria Daniela

 

“A ideia do livro partiu da intenção de efetuar um registro deste período, do início da minha atuação nas redes até agora no apoio à estruturação da Radio Web Manawa por meio do envolvimento em cooptar pessoas. Cooptar significa reunir, congregar em torno de um ideal comum. Era uma época em que estávamos meio afastados, um tanto anestesiados pelos revezes políticos. Me dispus a buscar essas pessoas e a trazê-las para um canal no qual comungassem suas afinidades, medos e sonhos, sentindo-se livres das mordaças e desta maneira se fortalecendo. Pessoas empoderadas criam um coletivo sólido, difícil de derrubar, capaz de lutar por transformações”, diz a autora para o Jornal Brasil Popular.

 

 

A história relatada no livro perpassa por acontecimentos históricos do Brasil, como, por exemplo, a luta para denunciar e rejeitar o golpe de Estado de 2016, liderado pelo político e vice-presidente da República, Michel Temer, do MDB, no bojo da ação de redes digitais do norte-americano Steve Bannon no Brasil. Ela diz que a inspiração para materializar esta obra surgiu apenas no sentido de criar um contraponto.

 

 

“Como coletivo nos fortalecemos para não aceitar a infestação de fake news que só fazem mal à população, querendo trazer a ignorância e o retrocesso: a militância da rede muda votos. É possível. Atuamos pela informação para dar voz a quem faz a diferença para a sociedade e está esquecido e anônimo. Somos a voz da resistência. Com um grupo assim, chegando a todo o tipo de pessoa, é bem possível que ela possa estar esclarecida para tomar uma boa decisão nas urnas”, afirma a autora.

 

 

Para Daniela, a importância da militância nas redes hoje em dia está no fato de, principalmente, corresponder ao avanço e às mudanças na forma de se comunicar atualmente. “Estamos na época da notícia rápida, que chega em tempo real”, afirma. Manipuladas por grandes empresas internacionais, sobretudo as norte-americanas, as redes se tornaram espaços políticos para atuação da militância. Contudo, diante dessa “democratização” da informação que a Internet, querendo ou não, disponibiliza, criaram-se bolhas.

 

 

Essas bolhas são como espaços sociais em que pessoas com os mesmos interesses se encontram e seus discursos ficam retidos ali, somente naquele espaço. Isso dificulta a militância da esquerda, que precisa avançar para outros setores a fim de denunciar as mentiras de políticos e países imperialistas.

 

 

Daniela diz que, diante das bolhas, “cada segmento procura sempre se estruturar, crescer, obter resultados. Queremos o mesmo para o nosso coletivo. Mas sempre através do bem, da verdade, do pensamento coletivo dando voz para todos se expressarem e alcançar o protagonismo, a representatividade. A militância da rede muda votos”.

 

 




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