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Mikhail Gorbachev para além das condolências

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Para além das condolências formais, é importante registrar que a “morte política” de Gorbachev ocorreu há mais de três décadas.

 

Pagou caro, histórica, moral e politicamente por ter sido protagonista do desmonte da União as Repúblicas Socialistas Soviéticas, num processo ocorrido discretamente… como um relojoeiro que desmonta um relógio peça por peça.

 

Gorbachev enganou muita gente com a Glasnost. Chegou a falar em “revitalizar os Soviets”. Mas o que estimulou de fato foi o surgimento de um setor assumidamente de direita (ao contrário dele, Gorbachev, sempre dissimulado), o ébrio Boris Yeltsin, que se aproveitou da condição de Presidente da Rússia para dar um golpe de estado de novo tipo, desfazendo a URSS e herdando, como Federação Russa, tudo o que existia de poder histórico, militar e cientifico da extinta URSS.

 

Gorbachev ajudou a “matar” a URSS, mas não conseguiu enterrá-la. Depois do fim formal da URSS, não ocorreu “o fim da história”, não acabou a “luta de classes”, pelo contrário, a luta-de-classe acirrou mais ainda! O Capitalismo não se fortaleceu, ao contrário, o imperialismo (fase final e última do capitalismo) vai perdendo a hegemonia no mundo. Lembrando que, logo após “o fim da URSS”, Fidel Castro e Cuba seguiram como as referências das ideias socialistas.

 

Também surgiu Hugo Chávez com a Revolução Bolivariana que foi avançando para a defesa do Socialismo. E veio o avanço político e econômico da China, além do ascenso de Vladimir Putin, marcando um ponto de inflexão no desvio transitório que ocorreu a partir do golpe que desmontou a União Soviética. Por isso que, ao longo das duas últimas décadas, Gorbachev já se antagonizava com Putin. Nada mais didático: o primeiro, desmontou a URSS, e o segundo, sob o risco de ver a Federação Russa sofrer o mesmo fim da URSS, fortaleceu a noção de Pátria anti-imperialista, culminando com a intervenção político-militar antifascista na Ucrânia, em fevereiro deste ano.

 

A União Soviética não só não foi enterrada como continua vivíssima na luta dos povos do mundo, na construção de novos blocos econômicas (anti-imperialistas), como os BRICS, no fortalecimento da função da Rússia de base soviética que, articulada com a China, pouco a pouco vai espancando o imperialista do centro gravitacional da economia e da cultura no mundo.

 

Mikhail Gorbachev já tinha morrido politicamente!!  Boris Yeltsin idem! Assim como todos aqueles falsos comunistas, “comunistas de carteirinha” (no Brasil, conhecemos alguns), que aproveitaram a dissolução da URSS para “saltar o corguinho” e se assumirem como instrumentos do capitalismo. Todos foram pro lixo da história! Enquanto a Rússia de Base Soviética está aí, cada vez mais viva!

 

(*) Por Afonso Magalhães, economista.

 




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