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RS – Médicos apelam para que pacientes mantenham seus tratamentos com outras doenças

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Videoconferência da reunião da Comissão de Saúde e Meio Ambiente na Assembleia Legislativa. 
Reprodução AL/RS

 

 

Médicos apelam para que atendimentos de saúde não sejam protelados por causa da pandemia da Covid-19. Tema debatido nesta quarta-feira, 03 durante reunião da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Médicos e representantes de entidades que atendem pacientes de doenças crônicas chamaram atenção para a queda acentuada nos atendimentos de outras enfermidades que não sejam o coronavírus.

 

Houve redução de mais de 80% por causa da pandemia, segundo os relatos apresentados. A reunião presidida pela deputada Zilá Breintebach (PSDB) foi realizada por meio de videoconferência. A mastologista Maira Caleffi, presidente do Imama, destaca que apoia o distanciamento social como forma para conter a disseminação do vírus, mas lamenta que em razão desse movimento, muitas pessoas deixaram de buscar ajuda. Guardando o sofrimento para si. Quanto aos exames preventivos, verifica-se uma queda de 20 a 30% no setor privado. Nas biópsias, a redução atinge 50%, segundo Maira. “As pessoas estão angustiadas, muitas vezes com diagnóstico por imagem ou recomendação para realizarem a biópsia, mas não fazem por medo do contágio”. Alerta que o tumor quando maligno, pode aumentar em três ou quatro meses.

 

É necessário manter os atendimentos nas demais áreas médicas, especialmente em relação aos cuidados relacionados ao câncer, de acordo com o presidente do Instituto do Câncer Infantil, Algemir Brunetto também presente à reunião. Disse que é preciso levar a informação à população e não pânico. Na sua avaliação, as medidas mais rigorosas foram válidas no início por se tratar de algo novo e desconhecido. No entanto as consequências podem ser nefastas para as crianças com câncer e pacientes com doenças crônicas.

 

Conforme Brunetto, pesquisa realizada com 50 famílias que tinham crianças com câncer, em Porto Alegre, mostrava que 86% não estavam indo às consultas. A maioria dos transplantes não estava ocorrendo devido ao receio de transmissão de Covid-19, especialmente nos casos de coração e pulmão, explicou a presidente da VIA Pró Doações e Transplantes (ViaVida), Maria Lúcia Elbern. Será realizada uma nova reunião com a presença de representantes da Secretaria Estadual da Saúde, Federação das Associações Municipais e gestores locais.

 

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