Publicidade

Marcha contra a fome e o governo Bolsonaro ocupou o centro de São Paulo neste sábado (13)

  • em




Marcha contra a fome e o governo Bolsonaro ocupa o centro de São Paulo

Imagem
Foto: Instagram de Guilherme Boulos

 

O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e a Frente Povo sem Medo realizaram uma marcha para protestar contra a fome e o governo Jair Bolsonaro em São Paulo, na tarde deste sábado (13). Outras marchas estavam programadas para acontecer em, pelo menos, dez grandes cidades do país.

 

 

Na capital paulista, os manifestantes se concentraram próximo à estação Paraíso do metrô e caminharam até a praça da Sé, onde um ato ecumênico foi celebrado pelo padre Júlio Lancellotti, coordenador da Pastoral do Povo de Rua, pelo pastor Ariovaldo Ramos, coordenador nacional da Frente de Evangélicos Pelo Estado de Direito, entre outros. Os organizadores estimam em 20 mil participantes.

 

 

Em meio à Marcha contra a Fome, o coordenador nacional do MTST, Guilherme Boulos, afirmou à coluna que o objetivo das manifestações é sensibilizar a população para a necessidade de garantir segurança alimentar aos mais vulneráveis, mas também protestar contra o aumento no preço do gás de cozinha e da comida, contra o fim do auxílio emergencial e o fim do Bolsa Família – substituído pelo Auxílio Brasil pelo governo federal.

 

 

Para ele, a grave insegurança alimentar que o país vive neste momento da pandemia é responsabilidade direta do presidente e do ministro da Economia, Paulo Guedes. “Milhões estão indo dormir à noite com fome todos os dias, situação que poderia ser evitada se o presidente não fosse Bolsonaro, com sua política genocida”.

 

Marcha contra a fome foi organizada pelo MTST e pela Frente Povo Sem Medo - Comunicação MTST - Comunicação MTST
Marcha contra a fome foi organizada pelo MTST e pela Frente Povo Sem Medo – Comunicação MTST – Comunicação MTST

 

 

Além da capital paulista, marchas também estavam programadas para acontecer no Rio de Janeiro, em Brasília, Belo Horizonte, Maceió, Aracaju, Porto Alegre, Recife, Boa Vista, Goiânia, entras cidades. Além das organizações que fazem parte da Frente Povo Sem Medo e integrantes das ocupações, participam os responsáveis pelas cozinhas solidárias do MTST, que vêm servindo refeições às comunidades carentes durante a pandemia.

 

“Vamos seguir nas ruas. A fome não espera até as eleições”, afirma Boulos.

 

Imagem
Foto: Twitter de Guilherme Boulos

 

Imagens de pessoas revirando o lixo para comer têm sido mais frequentes

 

 

Desde o final de setembro, imagens da fome (como as de famílias revirando o conteúdo de uma caçamba de lixo em Fortaleza e de pessoas disputando restos de carne e ossos antes distribuídos aos cachorros no Rio de Janeiro), viralizaram pelas redes, tornando-se simbólicas da carestia.

 

 

De acordo com pesquisa da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, 19,1 milhões passaram fome em um universo de 116,8 milhões que não tiveram acesso pleno e permanente à comida no final de 2020. Os famintos eram 9% da população, a maior taxa desde 2004. Os números, claro, já estão desatualizados.

 

Marcha contra Fome terminou em ato ecumênico celebrado por religiosos, como o padre Julio Lancellotti - Clarice Lissovski - Clarice Lissovski
Imagem: Clarice Lissovski

 

 

Bolsonaro suspendeu o auxílio emergencial por 96 dias, bem no auge da covid-19, no início deste ano. E só o retomou após grande pressão social, com valores insuficientes para comprar 25% da cesta básica. Enquanto isso, o dólar disparou devido à instabilidade criada pelo próprio presidente, que ameaçou um golpe de Estado, e pela falta de projeto de seu governo para a economia. O dólar mais alto impactou no preço do petróleo e, portanto, do gás de cozinha e dos combustíveis e, por conseguinte, na inflação no preço dos alimentos.

 

 

Por fim, o governo é acusado de estender a pandemia devido às suas ações negacionistas e suas omissões diante da covid-19. Uma pandemia mais longa significou mais problemas para a economia, mais desemprego e mais mortos.

 




 

 

SEJA UM AMIGO DO JORNAL BRASIL POPULAR

 

O Jornal Brasil Popular apresenta fatos e acontecimentos da conjuntura brasileira a partir de uma visão baseada nos princípios éticos humanitários, defende as conquistas populares, a democracia, a justiça social, a soberania, o Estado nacional desenvolvido, proprietário de suas riquezas e distribuição de renda a sua população. Busca divulgar a notícia verdadeira, que fortalece a consciência nacional em torno de um projeto de nação independente e soberana.  Você pode nos ajudar aqui:

 

• Banco do Brasil
Agência: 2901-7
Conta corrente: 41129-9

• BRB
Agência: 105
Conta corrente: 105-031566-6 e pelo

• PIX: 23.147.573.0001-48
Associação do Jornal Brasil Popular – CNPJ 23147573.0001-48

 

E pode seguir, curtir e compartilhar nossas redes aqui:

📷 https://www.instagram.com/jornalbrasilpopular/

🎞️ https://youtube.com/channel/UCc1mRmPhp-4zKKHEZlgrzMg

📱 https://www.facebook.com/jbrasilpopular/

💻 https://www.brasilpopular.com/

📰🇧🇷BRASIL POPULAR, um jornal que abraça grandes causas! Do tamanho do Brasil e do nosso povo!

🔊 💻📱Ajude a propagar as notícias certas => JORNAL BRASIL POPULAR 📰🇧🇷

Precisamos do seu apoio para seguir adiante com o debate de ideias, clique aqui e contribua.

 

  • Compartilhe

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *