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Maranhão pode adotar lockdown, avisa governador

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Um dia após a taxa de ocupação de leitos de terapia intensiva exclusivos para a covid-19 em São Luís atingir 94,65%, o governador do Maranhão, Flávio Dino, aventou a hipótese de decretar lockdown nos quatro municípios da ilha que sedia a capital, São Luís. O mandatário fez a afirmação por duas vezes durante entrevista coletiva online, quando disse: “estamos mais próximos de um bloqueio das atividades do que de uma decisão de liberação”.

 

O governador afirmou que os próximos sete dias serão decisivos para o caminho a ser seguido, mas anunciou desde já que as aulas da rede estadual provavelmente não serão retomadas no dia 12 de maio, prazo estabelecido por decreto estadual.

 

Em relação aos leitos de UTI exclusivos para a covid-19, Dino anunciou a disponibilização de novos 40 leitos nesta semana, sendo que 20 serão abertos no Hospital Universitário, administrado pela Universidade Federal do Maranhão, e outros 20 no Hospital Real, alugado pelo Estado.

 

Na entrevista, o chefe do Executivo explicou que a criação de novos leitos de terapia intensiva depende não apenas de prédios e de equipamentos, mas também de pessoal especializado. Nesse sentido, fez o chamamento público de 40 médicos para se integrarem à rede do Estado, anunciou a contratação de estudantes de Medicina do último ano como bolsistas e de médicos estrangeiros que tenham trabalhado no programa Mais Médicos.

 

O governador também determinou à Secretaria de Saúde que, após comunicação ao Ministério Público, solicite às Universidades Ceuma, Federal e Estadual do Maranhão, que antecipem a formatura de seus graduandos em Medicina, para colocá-los no combate à covid-19.

 

Através do Twitter, Flávio Dino fez o anúncio de que o pagamento dos servidores públicos estaduais, referentes ao mês de abril, seja iniciado nesta terça-feira, 28, mas que seja feito de forma escalonada, iniciando amanhã com aposentados e pensionistas, seguindo no dia 29 com os funcionários da administração direta, encerrando no dia 30, com aqueles da administração indireta. A medida visa diminuir a aglomeração de pessoas nas agências e postos bancários.

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