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Maranhão endurece medidas após afrouxamento das regras antiCovid

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O Maranhão tomou hoje duas medidas na prevenção e combate à epidemia do COVID-19 no Estado. Pela manhã, o governador Flávio Dino assinou decreto aprofundando as medidas de contenção da pandemia, mirando supermercados e bancos.

Em relação aos supermercados e afins, o governador determinou que passem a operar com 50% de sua capacidade, com o fechamento da metade das vagas de seus estacionamentos e com a redução dos carrinhos e cestas de compras à disposição dos clientes também pela metade. O acesso às lojas ficará restrito a uma pessoa por família. Os clientes deverão usar máscaras para entrar nos estabelecimentos, os quais devem providenciar pias com água e sabão, além de álcool em gel aos clientes.

Os bancos, por sua vez, deverão adotar medidas para evitar aglomerações tanto no interior de agências e postos, como em seu entorno. O distanciamento mínimo entre pessoas deve ser obedecido. Supermercados, mercados e quitandas devem se adequar às novas normas em 48 horas; os bancos têm 72 horas para tomarem as providências exigidas.

Hoje, também o governo estadual começou a fazer a instalação de 107 respiradores comprados da China, com recursos doados por 38 empresas maranhenses ou instaladas no Estado. Os aparelhos chegaram a São Paulo ontem e, no mesmo dia, foram trazidos em voo fretado a São Luís, onde chegaram à noite. Os respiradores serão utilizados para completar a instalação de leitos de UTI, já que são indispensáveis para os casos de terapia intensiva.

As ações do governo foram chamadas pelo jornalista e blogueiro maranhense Gilberto Leda de “recuo do recuo” em relação à duas medidas tomadas pelo governador Flávio Dino nas duas últimas semanas. No dia 3 de abril, o chefe do Executivo permitiu a reabertura de óticas, lojas de materiais de construção e oficinas.

No dia 9, novo recuo. Um ato mantinha a interrupção das atividades em São Luís e nos outros municípios da ilha (mesmo que flexibilizadas), enquanto dava poderes aos prefeitos para permitirem a reabertura em seus respectivos municípios, uma espécie de liberou geral.

Os números da epidemia, no entanto, explodiram. Os casos confirmados passaram de 88 para 695 hoje e o número de óbitos saltou de um para 37. Entre os profissionais de saúde já há 64 com testes positivos para a COVID-19. São Luís já é 20ª cidade com mais infectados.

Agora, é tentar recuperar o tempo perdido, se isso for possível. E já surgem vozes que sugerem o lockdown, ou seja, o fechamento absoluto. É o que propõe Saulo Pinto, professor do departamento de economia da Universidade Federal do Maranhão, em artigo publicado mais cedo por este site.

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