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Manifestantes vestidos de Ku Klux Klan são indiciados por crime racial

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“Dois manifestantes que participaram de ato bolsonarista foram indiciados pela Polícia Civil,
por conta de encenar uma execução por enforcamento, um deles trajado como membro da Ku Klux Klan no Parque Moinhos de Vento, o Parcão, no dia 21 de abril, em Porto Alegre”. Essa é a conclusão do inquérito da Polícia Civil, por meio da Delegacia de Combate à Intolerância (DPCI).

 

O anúncio do indiciamento foi feito, nesta sexta-feira (21). A investigação foi realizada a partir da denúncia dos vereadores da bancada negra da Câmara de Porto Alegre, Reginete Bispo (PT), Bruna Rodrigues (PC do B), Daiana Santos (PC do B), Karen Santos (PSOL) e Matheus Gomes (PSOL).

 

“O ato contou com requintes de supremacia racial e incitamento ao ódio”, destacavam os parlamentares no dia do registro do boletim de ocorrência. As duas pessoas foram indiciadas “por dolo eventual, por crime previsto no artigo 20, da Lei nº 7.716/89 (Lei do Crime Racial)”, segundo o comunicado da Polícia Civil.

 

“Na data do fato um dos manifestantes se vestiu como um carrasco com um traje semelhante ao utilizado pelo grupo extremista que defendia a supremacia branca e fazia oposição aos movimentos de direitos civis e enforcou, em praça pública um boneco fantasiado com uma roupa preta, o qual foi pendurado em uma árvore, em um método de execução pelo qual o citado grupo ficou conhecido durante a perseguição que promovia ataques a minoria em geral, especialmente aos negros”, de acordo com infoirmações da Polícia Civil.

 

A responsável pelo inquérito, delegada Andréa Mattos argumenta, “a reprodução de um assassinato durante uma manifestação político-ideológica não pode ser vista com normalidade”. “A encenação foi um ataque de ódio, um ataque aos Direitos Humanos, extrapolou a normalidade democrática”.

 

“Praticar induzir, ou incitar pelos meios de comunicação social ou por publicação de qualquer natureza, a discriminação ou preconceito de raça, por religião, etnia ou procedência nacional”, é o que prevê o artigo 20 da Lei 7716/89. A pena é de reclusão de um a três anos e multa.

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