Publicidade

EDITORIAL – Mais de 100 mil mortes: Brasil, genocídio acima de tudo

  • em


No dia 8 de agosto, o Brasil superou a triste marca de 100 mil mortes por Covid-19, com pouco mais de 3 milhões de infectados. Os números não param de acelerar e, cinco dias depois, o país contabiliza mais de 105 mil óbitos. E para piorar, a Fiocruz (Fundação Osvaldo Cruz) prevê que o número de óbitos vai ultrapassar 200 mil no mês de outubro.

 

O número de mortes por Covid-19 já é 130 vezes maior do que a previsão do presidente Jair Bolsonaro, feita no dia 22 de março, quando ele “profetizou”, à sua aliada TV Record, que o número de mortes não ultrapassaria a quantidade de óbitos causados por H1N1, que, de acordo com ele, foram 800.

 

Ao que parece, tudo não passa de um monte de cadáveres que não comove o presidente Bolsonaro. Prova disso é que, quando o Brasil registrava pouco mais de 98 mil mortes, ele simplesmente disse: “vamos tocar a vida”. E seguindo a insensibilidade de Bolsonaro, o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, disse que “não é um número que fará diferença”, referindo-se à marca de 100 mil mortes.

 

Além de tudo, o governo federal até agora não decretou luto pelos brasileiros mortos, o que foi feito pelos presidentes do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, e do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. Se o Brasil começasse agora a fazer um minuto de silêncio em homenagem a cada vítima, seriam praticamente dois meses e meio consecutivos de silêncio.

 

No cenário mundial, o Brasil fica atrás apenas dos Estados Unidos no total de óbitos e casos confirmados. Coincidentemente os dois países governados por presidentes negacionistas, Bolsonaro e Trump, que normalmente se posicionam na contramão do que dizem a ciência e o bom senso.

  • Compartilhe