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MA: Disputa no Sinproesemma sai das urnas e pousa nos tribunais

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O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica das Redes Públicas Estadual e Municipais do Estado do Maranhão, conhecido pela sigla de Sinproesemma, é uma das mais importantes entidades sindicais do Maranhão e uma forte tensão ronda dirigentes e associados à medida em que se aproximam as eleições para renovação de seu quadro dirigente. O pleito está previsto para 3 de março próximo.

 

A disputa sindical ganhou notoriedade em programas de rádio, em blogs e grupos de whatsapp depois que se evidenciou a guerra que está sendo travada por dois grupos que compõem a atual diretoria e que querem, cada um por seu lado, continuar à frente do sindicato. O primeiro grupamento se articula em torno do atual presidente, Raimundo Oliveira, que busca a reeleição. O outro grupo é comandado pela atual secretária de Formação Sindical, Benedita Costa.

 

O processo eleitoral já foi judicializado. O grupo do presidente Raimundo Oliveira fez um edital de convocação das eleições sindicais sob medida para impedir a oposição de se organizar: concedeu um prazo de apenas 10 dias para que se constituísse uma chapa com 110 integrantes e com representantes de 3/5 dos núcleos ativos da entidade, o que daria 61 componentes desses núcleos. A Comissão Eleitoral, que deve conduzir o pleito, também foi escolhido a dedo.

 

O grupo da professora Benedita Costa ingressou na Justiça para prorrogar o prazo de inscrições de chapa e obteve uma liminar concedendo mais cinco dias para o registro da chapa. O prazo iria portanto até o último dia 5. No dia 4, quando a chapa opositora tentou fazer seu registro, a Comissão Eleitoral não apareceu na sede do Sindicato e a informação dada na entidade é que a liminar teria sido cassada.

 

A questão não para aí. Os membros da oposição estão organizando a contestação do caso na Justiça e esperam novo round no âmbito dos tribunais. Segundo a professora Benedita Costa, a movimentação da chapa do atual presidente Raimundo Oliveira só demonstra o medo que eles têm do sufrágio dos associados. “Deixaram de conversar com a categoria, não foram mais às escolas. A cobrança dos professores e demais associados é enorme. Mas nós vamos até às últimas consequências para garantir à categoria o direito de ser bem representada”.

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