A Operação Lava Jato, coordenada pelo juiz Sergio Moro, teve como único objetivo tirar o Lula da disputa eleitoral de 2018, manipulando, omitindo e articulando outras esferas do judiciário para condená-lo e prendê-lo, como todos e todas sabemos. As pesquisas na ocasião mostravam que Lula venceria o pleito, talvez até no primeiro turno. Mas a Lava Jato foi eficiente e cumpriu sua parte na armação planejada pela direita: impedir a candidatura e a vitória de Lula a qualquer preço.

 

Ainda assim, Lula, o PT e os demais partidos antiBolsonaro conseguiram levar Haddad ao segundo turno. Infelizmente, isso não foi suficiente para impedir o pior e evitar a vitória do candidato fascista. Hoje, todos e todas sofremos o efeito devastador para o país dessa jogada da elite brasileira, que prefere o suicídio a ver no poder alguém que tente fazer do Brasil um país com menos desigualdade entre ricos e pobres. A vitória de Bolsonaro está mostrando a que nível pode chegar a incompetência e crueldade no poder.

 

 

Um dos principais jornais dessa elite suicida realizou pesquisa, publicada em 7/3, que mostra o que todos já sabemos há muito tempo: o povo quer Lula de volta e rejeita o nefasto Bolsonaro.

 

 

   

 

 

O que explica a enorme vantagem de Lula sobre os demais, quando se vê o balanço entre quantos o desejam e quantos o rejeitam?

 

 

Quando olhamos para a pontuação de potencial de voto e a de rejeição de Lula, vemos que somente ele tem um saldo positivo, isto é, só ele tem mais intenções de voto do que rejeição. E o que poderia explicar esse saldo positivo?

 

 

Em grande parte, isso pode se dever à lembrança dos dois governos Lula, à posição de estadista que ele teve diante da crise econômica mundial em 2008/2009 e à empatia e atenção com os mais carentes e marginalizados que são sua marca.

 

 

Além disso, deve estar pesando a comparação entre os governos Lula e Dilma e o desastre econômico e social do governo golpista de Michel Temer e de sua continuidade, o governo Bolsonaro. Além dos absurdos econômicos e sociais que esse não-presidente já vinha cometendo, toda sua crueldade ficou agora mais clara na forma como está lidando com a pandemia do Covid-19.

 

 

Por sua vez, os resultados de intenção de voto e de rejeição de Moro, Hulk, Dória e Mandetta podem estar baixos por não ter ainda sido muito explorada a cumplicidade deles com o projeto Bolsonaro, seja por terem feito campanha ou ocupado ministério.

 

 

Chama a atenção que a pesquisa evidencia a existência de dois campos: de um lado Lula-Haddad/Boulos/Ciro/Marina, que poderíamos chamar de campo democrático-popular, no qual se incluem os que têm estado próximo a Lula, seja em campanha ou ocupando ministério; de outro, Bolsonaro/Moro/Hulk/Dória/Mandetta, um campo autoritário-neoliberal, identificado com o governo Bolsonaro.

 

 

O que isso parece indicar é que não haverá espaço para uma terceira via ao centro. O que há é uma polarização entre esses dois campos, que se tornará mais aguda na medida que o governo Bolsonaro verá sua rejeição aumentar se prosseguir no rumo em que vem tomando.

 

 

Falta apenas um detalhe para que aumente a esperança do povo brasileiro: a anulação dos processos contra Lula, garantindo que ele possa concorrer em 2022.

 

 

Vamos jogar toda nossa força nas hashtags #AnulaSTF e #LulaInocente.