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Lula e lideranças do PT se encontram com catadores em visita a Brasília

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Encontro com o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (@catadoresmncr) em Brasília. Foto: @ricardostuckert

 

Mais de 20 anos depois do primeiro encontro nacional de catadores de materiais recicláveis, em Brasília, e mais de 10 anos após a sanção, em 2010, da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva voltou a se encontrar com os profissionais do setor na capital federal. O encontro ocorreu, na manhã desta quinta-feira (7), na Central de Cooperativas de Materiais Recicláveis do Distrito Federal (Centcoop), uma estrutura que reúne cooperativas de trabalhadores e faz parte de um complexo capaz de processar até 5 mil toneladas de resíduos por mês e empregar 750 pessoas.

 

 

Quanto à agenda da manhã, com os catadores e catadoras de materiais recicláveis, o centro do debate foi a PNRS, estabelecida pela Lei nº 12.305, homologada por Lula, quando era Presidente da República, e que prevê, entre seus princípios básicos, o que se chama de logística reversa, idealizada não para proteção do meio ambiente contra contaminações do ar, terra e águas, mas também como desenvolvimento econômico e social, na medida em que os materiais descartados pela população após consumo devam voltar como matéria-prima para a industrialização de novos produtos. Para isso, a legislação criou como instrumento jurídico a formalização de acordos setoriais entre poder público, empresas e cidadãos, distribuindo a cada um o que se chama de responsabilidade compartilhada.

 

O complexo inaugurado no ano passado está instalado na Cidade Estrutural, bairro de Brasília onde se localizava aquele que foi considerado o maior lixão da América Latina, como enfatizou Lucia Nascimento ao agradecer as iniciativas a Lula. Ela é presidente de uma das cooperativas que o recepcionou e durante cerca de duas décadas trabalhou no local. “Devido ao seu governo, os catadores brasileiros hoje são reconhecidos no mundo. Iniciativas como essas mudaram a vida de negros, indígenas e pobres no nosso país”, enfatizou ela.

Foto: @ricardostuckert

 

A Política Nacional de Resíduos Sólidos é um dos exemplos de iniciativas que tiraram o Brasil do Mapa da Fome. De acordo com o relatório “O Estado da Insegurança Alimentar no Mundo”, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), entre 2002 e 2012, o Brasil reduziu em 82% a população em situação de subalimentação. Os 13 anos de governos Lula e Dilma Rosseff não apenas garantiram acesso de milhões de pessoas à comida, mas também à alimentação saudável, com incentivo inclusive à produção da agricultura familiar e legislação que garantiu a compra desses produtos por prefeituras e governos para escolas, por exemplo.

 

Durante a visita, Lula falou sobre o assunto: “A gente não pode se conformar com o que está acontecendo no país. Não é normal”, disse, citando que a fome deixou de estar em localidades pobres, mas hoje se encontra de modo evidente nas ruas de cidades de alto poder aquisitivo como Brasília. “Não é possível que num país com 230 milhões de cabeças de gado e num estado com rebanho que chega a 30 milhões, como o Mato Grosso, as pessoas estejam na porta do açougue para esperar por um miserável osso, porque não têm dinheiro pra comprar meio quilo de carne”.

 

as redes sociais, a deputada federal Erika Kokay (PT-DF) classificou a agenda com o ex-presidente de “emocionante”. “Foi emocionante ir hoje, com o presidente Lula, na Estrutural (DF), para um encontro com catadores e catadoras de materiais recicláveis. O povo sabe que Lula e o PT governam para quem mais precisa!”, postou.

 

 

 

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