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Lula e Alckmin participam de encontro com cooperativas e produtores da economia solidária

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No seminário, João Pedro Stédile, dirigente do MST, explicou que existe “o latifúndio improdutivo predador; o agronegócio produtor de commodities (mercadorias) para exportação; e a agricultura familiar: modelo da classe trabalhadora e único que produz alimento para o povo”

 

 

Foto: Ricardo Stuckert
Foto: Ricardo Stuckert

 

O combate à fome, que voltou a atingir mais de 30 milhões de brasileiros no governo Jair Bolsonaro (PL), passa, necessariamente, pelo investimento na agricultura familiar e no cooperativismo. Essa foi a conclusão unânime do evento “Cooperativismo e Economia Solidária com Lula”, realizado nesta quarta-feira (14), em São Paulo. O evento reuniu quase dois mil cooperativados de vários pontos do País em um galpão do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na capital paulista.

 

 

 

“Enquanto o agronegócio concentra renda e agride o meio ambiente, é a agricultura familiar que produz os alimentos que chegam à mesa do povo”, afirmou João Pedro Stédile, da coordenação nacional do MST, no seminário que antecedeu o ato político com Lula.

 

Foto: João Paulo Soares/JBP
Foto: João Paulo Soares/JBP

 

 

 

“No Brasil”, continuou Stédile, existe “o latifúndio improdutivo predador; o agronegócio produtor de commodities (mercadorias) para exportação; e agricultura familiar, que é o modelo da classe trabalhadora e único que produz alimento para o povo”.

 

 

 

O dirigente lembrou que a agricultura familiar e o cooperativismo ainda têm a vantagem de gerar emprego e renda, enquanto no agronegócio a riqueza é para alguns. “Onde mais se produz soja e cana é onde tem mais pobreza e mais problemas sociais”, afirmou.

 

Foto: João Paulo Soares/JBP
Foto: João Paulo Soares/JBP

 

 

Para ele, a solução para o desemprego e a fome no País passa pela criação, em cidades menores, em cidades pequenas, de agroindústrias ligadas à produção familiar, ao cooperativismo e também à agroecologia, para produção de comida saudável.

 

 

 

Foto: João Paulo Soares/JBP
Foto: João Paulo Soares/JBP

 

Nas redes sociais, Lula postou imagens do encontro e disse que irá “Vamos fortalecer a economia do Brasil investindo na criatividade e no trabalho do nosso povo. #BrasilDaEsperança“.

 

 

Foto: João Paulo Soares/JBP
Foto: João Paulo Soares/JBP

 

 

 

Reconstrução

 

 

Também participante do seminário, a economista Tereza Campelo, que foi ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome no governo Dilma Rousseff, lamentou o fato de a fome ter voltado às manchetes dos jornais.

 

 

Foto: João Paulo Soares/JBP
Foto: João Paulo Soares/JBP

 

 

“Todas as políticas públicas que nos tiraram do mapa da fome foram destruídas pelos governos Temer e Bolsonaro”, disse, citando a geração de renda com emprego de qualidade e valorização do salário mínimo; as estratégias para a agricultura familiar; o sistema de segurança alimentar; e a aquisição de alimentos para merenda escolar. Em caso de vitória de Lula nas eleições presidenciais, disse ela, esses programas serão reconstruídos.

 

 

 

Bel Coelho, chef de cozinha, e Georges Schnyder, do movimento Slow Food, fecharam o seminário destacando a importância do direito à terra, para produção de comida saudável e sustentável, e a necessidade de mecanismos que aumentem a produção da agricultura familiar no país, entre eles, o acesso ao crédito, a regularização fundiária, a capacitação técnica e a organização social.

 

Foto: João Paulo Soares/JBP
Foto: João Paulo Soares/JBP

 

A pauta de reivindicações cresceu durante o ato político, já com a presença de Lula, Alckmin e outras lideranças ligadas à candidatura presidencial do petista.

 

 

 

Sonho e barriga vazia

 

 

 

Francisco Dal Chiavon, da Unicopas (União Nacional das Organizações Cooperativistas Solidárias), entregou uma plataformacom as sugestões do movimento para o futuro governo. O documento pede, entre outros pontos, a elaboração de um projeto nacional de cooperativismo e economia solidária; investimentos em infraestrutura; o fomento à produção sustentável e a criação de um marco regulatório para o setor.

Foto: João Paulo Soares/JBP
Foto: João Paulo Soares/JBP

 

 

“Temos um sonho em comum. O sonho de um Brasil melhor, porque adotamos a cooperação como instrumento de relações humanas e de trabalho”, disse Chiavon, que também pediu a reestruturação da Companhia Nacional de Abastecimento  (Conab) e o fim dos lixões, o que estimularia a criação cooperativas de catadores em todas as cidades do País.

 

 

 

Assim como vários oradores, Tatiane Valente, Fórum Brasileiro de Economia Solidária, lembrou que o combate à fome é o primeiro para as transformações de que o Brasil precisa. “De barriga vazia ninguém faz mudança; sem trabalho digno ninguém faz mudança”, frisou.

 

 

 

Ela lembrou que as mulheres estão na linha de frente do cooperativismo. “82% dos empreendimentos de economia solidária são de mulheres”, disse. Na mesma linha foi Michele Calaça, do movimento de mulheres camponesas. “Falar sobre cooperativismo é necessariamente pensar na vida das mulheres”, afirmou.

 

 

 

Para Michele, a fome é um desafio real e que precisa sem encarado de frente. “O povo organizado consegue colocar comida na mesa do trabalhador. Vida digna é ter comida, trabalho, água e terra”, concluiu.

 

 

 

Também falaram no ato: Maria Dulcineia, da União Nacional dos Catadores e Catadoras de Material Reciclável; Sandra Bergamin, da Unicafes (União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária); Bruna Izidoro, da Central de Cooperativismo e Empreendedorismo do Brasil; Valnei Silva Pereira, da Cooperativa de Transporte de Cargas; Manoela Melo, do Banco Comunitário Mombuca, Maricá (RJ); e Clarisse Rodrigues, da Concrab (Confederação Nacional das Cooperativas da Reforma Agrária).

 

 

 

 

(*) Por João Paulo Soares – Jornal Brasil Popular/SP




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