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Longevidade é ruim para os cofres, diz Guedes: “Querem viver 100 anos”

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O ministro ainda declarou que “não há capacidade de investimento para que o Estado consiga acompanhar” a busca por atendimento médico. Para entender o discurso de Paulo Guedes, confira no final do texto a live “PEC 32 e o modelo econômico que trava o Brasil”, com Maria Lúcia Fattorelli

 

 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou, nesta terça-feira (27/4), durante reunião do Conselho de Saúde Complementar, que a longevidade é insustentável para os cofres públicos. Para o chefe da Pasta, “todo mundo quer viver 100 anos, 120, 130 anos”, e o Estado não aguenta.

 

 

Ele disse também que não foi a pandemia do novo coronavírus que tirou a capacidade de atendimento do setor público, mas, sim, “o avanço na medicina” e “o direito à vida”.

 

 

Sobre a situação dos cofres públicos, o ministro ainda disse que o Estado “quebrou” e que, diante da escassez de recursos, o setor público não terá capacidade de suprir à demanda crescente por atendimento na área da saúde.

 

 

“O Estado quebrou”, ressaltou Paulo Guedes. “Todo mundo vai procurar serviço público, e não há capacidade instalada no setor público para isso. Vai ser impossível.”

 

 

O que a PEC 32/2020, da reforma administrativa, tem que ver com esse discurso de Paulo Guedes

Para entender esse discurso “esdrúxulo” do banqueiro Paulo Guedes, a coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lúcia Fattorelli tem publicado, diariamente, análises sobre cada detalhe da política econômica imposta ao Brasil desde o golpe de Estado de 2016 e aperfeiçoada pela gestão de Jair Bolsonaro e seu ministro da Economia, que é banqueiro e representa o sistema financeiro no governo brasileiro.

Para se ter uma boa ideia do que Guedes disse, nesta terça (27), ao Conselho Complementar de Saúde, basta ler  o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2021 no valor total de R$ 4,148 trilhões e que destina 53,92% do PLOA 2021 aos banqueiros.

 

“O referido projeto destina R$ 2,236 trilhões, ou seja, mais da metade dos recursos previstos no Orçamento federal de 2021, para os gastos com juros e amortizações da dívida pública, aumentando em R$ 634 bilhões o valor nominal previsto no PLOA 2020”, denuncia a auditora fiscal da Receita Federal entre 1982 e 2010, na matéria Orçamento projetado para 2021 revela modelo de Estado.

Outra matéria que esclarece o discurso do ministro Paulo Guedes é uma crítica à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/2020 (reforma administrativa) veiculada no canal do YouTube do da Auditoria Cidadã da Dívida.  Apelidada de PEC do fim dos serviços públicos, a proposta do governo Jair Bolsonaro dialoga perfeitamente com o discurso do Ministro da Economia.

Para explicar como o modelo econômico adotado no Brasil prejudica o nosso desenvolvimento e os danos que a PEC 32 poderá causar à sociedade com o desmonte do Estado, Fattorelli conversa com Lindemberg André da Silva, diretor de Aposentados e Pensionistas do Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério Público da União (SindMPU), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU).

A live faz parte da campanha É HORA DE VIRAR O JOGO e da iniciativa da Carta Aberta, assinada por mais de 120 entidades e entregue às autoridades pedindo a rejeição da PEC 32. (Leia em https://bit.ly/32jBvEw)

 

 

 

 

Com informações do Metrópoles e da Auditoria Cidadã da Dívida

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