Após Brasil atingir recorde de mortes da pandemia, Cofen pede que governo federal adote medidas de contenção

 

Um dia após o Brasil registrar o maior número de mortes por covid-19 desde o início da pandemia, o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), divulgou comunicado sobre a necessidade de “bloqueio total das atividades não essenciais em todo o território nacional” e ressalta que  “somente a vacinação em massa, aliada às medidas de biossegurança, poderão conter o avanço da pandemia”.

 

“São necessárias medidas urgentes e articuladas, entre a União Federal, Estados e Municípios, para evitar o colapso sanitário, que já se evidencia em várias cidades brasileiras”, diz o texto.

 

 

O Cofen ressalta que compete ao governo federal “intensificar esforços para a aquisição de vacinas e insumos necessários para a aplicação, com apoio dos entes federativos”.

 

 

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O conselho também reforça a necessidade de extensão do auxilio emergencial para a população de baixa renda, e adoção de medidas econômicas para a manutenção de empregos e a sustentabilidade de pequenas e médias empresas.

 

“É necessário que o Ministério da Saúde realize campanha informativa permanente, com medidas de prevenção e controle da covid-19, baseadas em evidências científicas”.

 

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O Cofen também pede a ampliação dos leitos em unidades de terapia intensiva, a contratação de recursos humanos e aquisição de insumos que permitam a assistência adequada nas unidades de saúde. “É fundamental a testagem em massa, para melhor controle das transmissões, e a redução da circulação de pessoas”.

 

Vacinas

O Ministério da Saúde afirmou nesta quarta-feira (3) que “já possui contratos alinhados” para a compra da vacina russa Sputnik V e anunciou que serão disponibilizadas em março mais 4 milhões de doses da vacina AstraZeneca/Oxford produzidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

 

 

A pasta também informa que assinou o contrato com o laboratório Precisa Medicamentos/Bharat Biotech, para compra de 20 milhões de doses daa vacina indiana Covaxin. Desse total, 8 milhões já devem estar disponíveis para o Programa Nacional de Imunizações (PNI) ainda este mês.

 

 

Reproduzido do site do jornal Brasil de Fato com edição: Leandro Melito