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Lindbergh: “Defender meio ambiente é combater o projeto Guedes-Salles”

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Por ocasião do Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado no sábado, 5 de junho, o líder da bancada do PT na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, Lindbergh Farias, disse ao jornal Brasil Popular, que é preciso “denunciar o projeto Paulo Guedes/Ricardo Salles, que busca atrelar o licenciamento ambiental aos interesses do mercado”.

 

“Devemos combater em nível nacional, nos estados e nos municípios essa noção de que a especulação imobiliária deve ter prioridade em relação ao meio ambiente e à vida das pessoas”, afirma Lindbergh.

 

Para o vereador petista, o projeto de desregulamentação ambiental que tenta vigorar nas três esferas de poder [federal, estadual e municipal] não é benéfico para os moradores das cidades e nem para o meio ambiente: “Esse é o primeiro passo para o crescimento descontrolado das cidades e a destruição do meio ambiente”.

 

Ao comentar a descontrolada poluição sonora e emissão de gases tóxicos na cidade do Rio, Lindbergh disse que “é necessário fortalecer os mecanismos de fiscalização dos ônibus em circulação para que haja renovação da frota”.

 

Além disso, o vereador acha que está na hora de “repensar o modelo de mobilidade urbana da cidade. Em todo o mundo estão sendo construídas alternativas, como ônibus elétricos, ciclovias e incentivos para a população utilizar transporte público de massa, como trens e metrôs.”

 

A seguir, a íntegra da entrevista com o vereador Lindbergh:

 

Jornal Brasil Popular (JBP) – O meio ambiente urbano está exigindo mais ação dos ecologistas e dos políticos em relação à mobilidade urbana e à ocupação do solo. No Rio de Janeiro as milícias estão invadindo áreas de preservação para construção de moradias precárias. Um segundo prédio desaba com vítimas fatais. O que fazer para combater esses abusos?

 

Lindbergh Farias (L.F.) – É preciso fortalecer os instrumentos de fiscalização nas áreas de preservação ambiental, especialmente na Zona Oeste do Rio de Janeiro, para que não sejam utilizadas para construções irregulares. Por meio da grilagem, vendem-se lotes e imóveis em condições não adequadas para construção em regiões dominadas pelo poder paralelo das milícias. É uma face triste do Rio de Janeiro, de um lado a violência, a ausência do estado e o poder paralelo da milícia, do outro a ocupação irregular do solo que, combinadas, levam a tragédias que vimos mais uma vez acontecer em Rio das Pedras. O abandono de uma política governamental de habitação popular é um problema grave na cidade do Rio.

 

Jornal Brasil Popular (JBP) – A poluição sonora no Rio de Janeiro é um fato. Ônibus mal conservados, barulhentos, e poluidores do ar. O senhor vê alguma solução para melhorar a vida urbana do Rio?

 

L.F. – Da mesma forma, temos que fortalecer os mecanismos de fiscalização da frota de ônibus, para que haja renovação dos veículos. Além disso, é necessário repensar o modelo de mobilidade urbana da cidade. Cidades em todo o mundo vêm construindo alternativas, como ônibus elétricos, ciclovias e incentivos para a população utilizar transporte público de massa, como trens e metrôs. No Rio de Janeiro, temos metrôs que não funcionam em rede, mas em uma única linha reta, o que não atende a maioria da população. Esse debate é urgente no Rio.

 

Jornal Brasil Popular (JBP) – O que o senhor diria aos cariocas por ocasião do Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado neste sábado, 5 de junho?

 

L.F. – Precisamos combater em nível nacional, estadual e municipal essa noção de que a especulação imobiliária deve ter prioridade em relação ao meio ambiente e à vida das pessoas. O projeto de desregulamentação ambiental que tenta vigorar nessas três esferas de poder não é benéfico para os moradores das cidades nem para o meio ambiente. Esse é o primeiro passo para o crescimento descontrolado das cidades e a destruição do meio ambiente. Precisamos enfrentar o projeto de Paulo Guedes [ministro da Economia] e Ricardo Salles [ministro do Meio Ambiente] que busca atrelar o licenciamento ambiental aos interesses do mercado. Essa ideia também foi implementada na cidade do Rio.

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