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Líderes apostam no adiamento da votação da reforma administrativa até que texto “amadureça”

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Lideranças partidárias da Câmara dos Deputados avaliam que a reforma administrativa deve ficar “em banho-maria” até conseguirem os votos necessários para sua aprovação. Por enquanto, o que se tem é menos votos do que o necessário para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/2020, da reforma administrativa.

A previsão das lideranças partidárias da bancada governista é que ela deve ser analisada no Plenário da Casa Legilsativa apenas quando o tema estiver “amadurecido”. Eles chamam da “amadurecido” o número de votos necessários, que o governo Bolsonaro e centrão ainda não têm para aprová-la no tapetão, como foi feito na comissão especial, na semana passada.

Ou seja, a leitura é que os entusiastas do projeto ainda precisam conquistar votos para assegurar a aprovação da proposta de emenda constitucional (PEC) em dois turnos. Aprovado na semana passada pela comissão especial, o texto poderia começar a ser debatido já a partir desta terça-feira (28), mas o próprio presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), admitiu ao Valor que o tema precisa ser “amadurecido” com os partidos.

“Eu acho que a reforma não está madura para ir ao plenário. Tem que amadurecer e só depois desse processo o tema deve ser analisado”, disse o líder do DEM na Câmara, Efraim Filho (PB).

Contrária ao avanço do projeto, a deputada Alice Portugal (PCdoB) afirmou que servidores públicos vão intensificar uma nova mobilização para evitar o avanço do que classificou “como pior texto dos últimos tempos”.

 

Nos bastidores, líderes partidários interpretam que Lira “só aceitou puxar o freio” em relação à PEC por saber “que ainda não há votos suficientes para que o texto seja aprovado”.

 

“Estamos certo de que a reforma ficará em banho-maria até que um número seguro seja alcançado. Há o risco de isso não acontecer e o texto acabar na geladeira”, afirmou uma liderança de centro, que pediu para não ser identificada.

Manobra

 

As incertezas sobre a aprovação do projeto são sustentadas pela dança das cadeiras feita na comissão especial para que o texto avançasse. Diante da resistência de partidos governistas, nomes do DEM, do PSDB, do PL e do Republicanos foram substituídos para que um placar favorável fosse alcançado. O Novo, com apenas oito deputados na Câmara, ficou com sete representantes na comissão. No plenário, será necessário um apoio ainda maior, de 308 dos 513 deputados.

 

Do Valor com edição do JBP

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