Publicidade

Líder quilombola e petista é executado a tiros em São João do Sóter, Maranhão

  • em



Edivaldo Pereira Rocha foi assassinado no início da tarde desta sexta-feira (29). Há anos os quilombolas de Jacarezinho denunciam as ameaças feitas por grileiros do agronegócio do gado e da soja transgênica

 

 

Foto: Divulgação
Liderança quilombola Edivaldo Rocha. Foto: Divulgação

 

Mais uma liderança popular é assassinada pelas milícias, jagunços e pistoleiros contratados por latifundiários, grileiros de terras públicas e outros bandidos acostumados a invadirem terras quilombolas, indígenas, assentamentos e acampamentos de trabalhadores rurais sem terra, terras privadas de posseiros e outros pequenos agricultores.

 

No início da tarde desta sexta-feira (29), Edivaldo Pereira Rocha, presidente da Associação dos Quilombolas de Jacarezinho foi assassinado a quase queima roupa enquanto lanchava em um estabelecimento na beira da Rodovia MA-127 (km 36), no povoado Bom Jardim, entrada da localidade de nome “Nezito”, a qual dá acesso ao Santuário São Francisco.

 

Segundo relato do site O Informante, dois jagunços surgiram, repentinamente, em um veículo e efetuaram vários disparos contra o líder quilombola, que morreu no local. Edivaldo Rocha era filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT) de São João do Sóter e era uma liderança sindical e representante da comunidade Jacarezinho. Há mais de 20 anos ele lutava pela titulação de sua comunidade quilombola.

 

Os moradores da região vivem ameaçados pelos grileiros de terras ligados ao agronegócio da soja transgênica. Em março de 2021, os plantadores de soja transgênica da região, todos ligados ao banditismo do agronegócio, passara a ameaçar os quilombolas de São João do Sóter. https://www.balaiada.com/8536/. Jacarezinho é um povoado quilombola pertencente a São João do Sóter, município maranhense a 417 quilômetros da capital São Luís.

 

A Terra Quilombola de Jacarezinho ainda não está titulada porque o governo Jair Bolsonaro (PL) vetou e suspendeu todas as concessões a serem feitas pelo Instituto Nacional  de Colonização e Reforma Agrária (Incra), mas possui a Certidão da Fundação Cultural Palmares que a reconhece como Comunidade Remanescente dos Quilombos. Essa certidão foi concedida pelo governo Lula por meio da Portaria nº 44, de 30/11/2005.

 

No site, “O Informante” afirma que a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Maranhão (SSP-MA) e Jair Paiva, o delegado geral de polícia, providenciaram imediatamente as ações para localizar os criminosos (pistoleiros e mandantes) e apurar as razões do assassinato da liderança petista. Para isso, enviaram reforço e perícia para o local do crime e que essa mobilização da polícia é comandada pelo delegado geral de Caxias, Alcides Martins.

 

Em novembro de 2021, o Ministério Público Federal (MPF) participou de uma audiência com Incra e  Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma) sobre demarcação da Comunidade Quilombola Jacarezinho. Na ocasião, a imprensa informou que, “em 29 de abril de 2016, um senhor conhecido como “Gaguinho” comunicou ter arrematado em leilão as terras ocupadas pelas famílias da comunidade quilombola e que, a partir daquele momento, deu início ao desmatamento da área para criação de animais, entre outras atividades. Posteriormente, o Incra informou que a regularização fundiária do território de interesse da comunidade do Jacarezinho seria feita somente após a conclusão do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID)”.

 

Massacre no campo cresceu 75%, diz CPT

 

Há menos de 1 mês, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgou, em 18 de abril deste ano, um levantamento com dados sobre assassinatos por causa de conflitos no campo.

 

Segundo o relatório da CPT, em 2021, houve 35 homicídios em conflitos no campo contra 20, em 2020, o que corresponde a uma alta de 75%. Em 2022, apenas entre janeiro e início de abril, o País já registrava 14 assassinatos por conflitos no campo (quatro deles só no Pará).

 

Nos estados da Amazônia concentram 28 dos 35 assassinatos de 2021 (80%). Das 35 vítimas, 33 eram homens e duas eram mulheres. Entre as ocorrências de conflitos, duas foram massacres (morreram três pessoas ou mais).

 

Ao todo, 100 pessoas foram presas em 2021, um aumento de 45% em relação a 2020. Dessas, 30, quase um terço do total, foram presas em um conflito em Rondônia. Os estados com maior número de assassinatos: Rondônia, com 11; Maranhão, com 9; Roraima, Tocantins e Rio Grande do Sul, cada um com 3.

 

 




SEJA UM AMIGO DO JORNAL BRASIL POPULAR

 

Jornal Brasil Popular apresenta fatos e acontecimentos da conjuntura brasileira a partir de uma visão baseada nos princípios éticos humanitários, defende as conquistas populares, a democracia, a justiça social, a soberania, o Estado nacional desenvolvido, proprietário de suas riquezas e distribuição de renda a sua população. Busca divulgar a notícia verdadeira, que fortalece a consciência nacional em torno de um projeto de nação independente e soberana.  Você pode nos ajudar aqui:

 

• Banco do Brasil
Agência: 2901-7
Conta corrente: 41129-9

• BRB

 

Agência: 105
Conta corrente: 105-031566-6 e pelo

• PIX: 23.147.573.0001-48
Associação do Jornal Brasil Popular – CNPJ 23147573.0001-48

 

E pode seguir, curtir e compartilhar nossas redes aqui:

📷 https://www.instagram.com/jornalbrasilpopular/

🎞️ https://youtube.com/channel/UCc1mRmPhp-4zKKHEZlgrzMg

📱 https://www.facebook.com/jbrasilpopular/

💻 https://www.brasilpopular.com/

📰🇧🇷BRASIL POPULAR, um jornal que abraça grandes causas! Do tamanho do Brasil e do nosso povo!

🔊 💻📱Ajude a propagar as notícias certas => JORNAL BRASIL POPULAR 📰🇧🇷

Precisamos do seu apoio para seguir adiante com o debate de ideias, clique aqui e contribua.

  • Compartilhe

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *