Publicidade

Líder do MST é executado na madrugada dessa terça (13) em Tocantins

  • em



É preciso barrar o terrorismo dos grileiros de terras, mineradoras ilegais, desmatadores e escravagistas, punir exemplarmente mandantes e executores. Confira nota do MST

 

 

Na madrugada dessa terça-feira (13/12), um dos principais líderes do Movimento dos Trabalhadores  Rurais Sem Terra (MST), Raimundo Nonato Silva Oliveira, 46 anos, foi executado na cidade de Araguatins, no Bico do Papagaio.

 

 

Segundo apuração do G1 Tocantins, o líder do MST foi morto por grupo encapuzado enquanto dormia com a namorada, no bairro Vila Cidinha, em Araguatins. E, segundo a Pastoral da Terra, Raimundo Nonato Silva Oliveira já havia sofrido atentando, no passado, e precisou se refugiar em outro estado para sobreviver.

 

 

Natural de Barra do Corda, Maranhão, Raimundo era conhecido no norte do Tocantins por ser uma liderança ativa do MST. Segundo a Pastoral da Terra, ele já havia sofrido um atentado anos atrás em razão de conflitos agrários na região.

 

 

A namorada disse à Polícia Militar que os dois estavam na cama, quando, por volta de 1h da madrugada, três homens arrebentaram a porta da frente da casa, entraram no quarto e fizeram vários disparos de arma de fogo e que o grupo estava encapuzado.

 

 

Ele morreu no local e a testemunha não soube precisar quantos disparos foram feitos. A Secretaria de Segurança Pública do Tocantins disse que uma equipe da 11ª Delegacia de Polícia de Araguatins já está investigando o caso.

 

 

Em nota, o MST lamentou a norte do trabalhador rural e destacou que era um militante valoroso. “Cacheado, como era conhecido, foi assassinado por dois homens na madrugada desta terça-feira (13). Os criminosos chegaram encapuzados, invadiram sua casa e o executaram a tiros, em Araguatins”.

 

Confira a nota na íntergra:

 

O Militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no estado do Tocantins, Raimundo Nonato Oliveira, popularmente conhecido como Cacheado, foi assassinado por dois homens que na madrugada desta terça-feira (13), chegaram encapuzados, invadiram sua casa e o executaram com tiros de arma de fogo, no município de Araguatins/TO.

 

No estado, Cacheado começou a se envolver na luta social ainda muito jovem. Iniciou sua militância nas comunidades Eclesiais de Bases, participando da Pastoral da Juventude Rural-PJR/CPT. Nos anos 2000, ingressou no MST, contribuiu com movimentos sindicais e partidos políticos, como PT, PCdoB e PSOL.

 

Tanto o Movimento como o próprio Cacheado sempre foram criminalizados e perseguidos pelos latifundiários, grandes grileiros de terra públicas na região do Bico do Papagaio. Estes, por diversas vezes, entre os anos de 2000 a 2015, tentaram assassinar Cacheado. Porém, ele conseguiu sobreviver às tentativas.

 

No decorrer do período do governo Bolsonaro, as ações de criminalização e risco de assassinatos de militantes sociais, sobre tudo os que lutam pela terra, ficaram muito evidente, se acirrando, ainda mais, no período eleitoral e pós eleições neste ano de 2022.

 

Atualmente o MST na região do Bico do papagaio vivencia uma investida por parte dos latifundiários, por parte dos órgãos de segurança pública e até mesmo por parte do Poder Judiciário, o que a nosso ver, contribui para motivar ocorrência de crimes dessa natureza.

 

Raimundo Nonato Oliveira – Chacheado, sempre falava que, ainda criança, vivenciou o assassinato de seu pai por pistoleiros a mando de latifundiários, fato que o motivava a se envolver na luta pela terra.

 

O MST reafirma que vai continuar lutando e resistindo contra toda e qualquer forma de injustiça social, com quem quer que seja. Lutaremos incansavelmente para que seja feito justiça contra mais esse brutal assassinato que ceifou a vida do militante Cacheado.

 

Acesse: https://mst.org.br/2022/12/13/militante-do-mst-e-assassinado-na-regiao-do-bico-do-papagaio-no-tocantins/

  • Compartilhe

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *