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Lições da pandemia – Do espanto inicial à CPI proposta pelo senador Jereissati

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Como enfrentar, racionalmente, os desafios impostos pelo Coronavírus?

 

Governo e Sociedade brasileiros são desafiados, obrigados até, a entender os graves problemas impostos por uma doença transmissível (uma “gripezinha”?), e que surge já dispondo de vacinas, arma decisiva para seu enfrentamento. Que, em princípio, facilitaria esse combate.

 

Qual o problema, então, responsável pelo altíssimo preço que a população, principalmente aqueles acima de 60 anos, considerados idosos, que somam, em pouco mais de um ano da vigência da Pandemia, mais de 250 mil óbitos, em princípio evitáveis? Que nos coloca em segundo lugar, atrás apenas dos Estados Unidos, com meio milhão de mortos?

 

E que desafia o Sistema de Saúde – público e privado – com um número exorbitante de casos, que produz, de modo tão precoce e inevitável até agora, o esgotamento da capacidade assistencial do Sistema?

 

E por que tanto retardo, difícil de entender, no esquema de vacinação, num país como o Brasil, que há pouco tempo vacinou, em noventa dias, oitenta milhões de pessoas contra a gripe H1/M1?
Qual a explicação para criação, por parte do governo federal, de tanta polêmica sobre medidas – consensuais e efetivas – no mundo inteiro, para contenção da Pandemia. Como, por exemplo, a utilização do álcool gel, da máscara facial, do distanciamento? Como explicar, racionalmente, a insistência no uso da Cloroquina? Sabidamente inócua para o Coronavírus, e com efeitos colaterais perigosos?

 

O que estaria ocorrendo, afinal?

 

Impossível deixar de levar em conta, nesta análise, os erros e omissões do governo federal em sua desastrada condução da administração pública do país, objetivando um desmonte de vários setores essenciais, já perceptíveis, e de graves consequências, inviabilizando o presente e o futuro da nação brasileira. Algo nunca visto até hoje. Associado a monumentais equívocos, inadmissíveis em qualquer governo, na condução da Pandemia do coronavírus.

 

Esta percepção teria levado organizações sociais as mais diversas a solicitar à Câmara Federal um elevado número (mais de sessenta!) pedidos de “impeachment” do atual governo, os quais não mereceram nenhuma consideração por parte do então presidente da Casa.

 

Mais recentemente, o senador Tasso Jereissati do PSDB cearense, apresentou à direção do Senado Federal, o pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito/CPI, para investigar as causas de tantos – e repetidos – equívocos e desacertos do governo Bolsonaro.

 

A CPI, caso instalada pelo Senado poderia representar algum freio de contenção nos desatinos de um governo que se mostra absolutamente despreparado na condução dos interesses fundamentais do país. E numa hora em que enfrenta um sério desafio sanitário, que nas últimas semanas vem registrando uma média de mais mil óbitos diários.

 

 

Parece estar havendo uma nova forma de fazer política e disputar eleições majoritárias. A qual afeta, de maneira grave, talvez irreversível, a chamada “representação democrática”. Sistema que era praticado, naturalmente, pelos países que adotam a Democracia como padrão de governança. Na prática, uma terrível forma de manipulação e fraude das decisões dos eleitores. Trata-se de um tema que, pela sua relevância, merece uma análise mais detalhada. Portanto, o JBP retomará o assunto em breve. Para o mais amplo esclarecimento dos seus leitores.

 

 

(*) Geniberto Paiva Campos é

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