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Lendas urbanas e o papo do meio fio pintado

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Para atacar as Administrações Populares dos governos petistas em Porto Alegre surgiram algumas lendas.

 

Para atacar o PT dizem que naqueles tempos só se pintava meio fio.

 

Agora meio fio não se distingue nem da calçada nem da pista de rolamento: tudo é gris.

 

Que o programa Cidade Viva era ficção.

 

Mas não se tirava grana da saúde como o prefeito fez no meio da pandemia.

 

E este mantra virou lenda.

 

As lendas, verdadeiras ou não, se firmam nas mentes obtusas e nas mídias sociais.

 

Pintar o meio fio era um sinal de cidade limpa, varrida, lixo recolhido.

 

Em oposição ao hoje sujo e imundo, com lixo espalhado por todos os lados, bueiros entupidos e alagamentos a cada chuva.

 

A Cidade Viva de nossos tempos era na verdade a cidade feita a partir das demandas do povo, pelo Orçamento Participativo.

 

Hoje os programas são de anúncios de coisas que não existem e nem existirão, à custa da retirada de recursos da saúde, em tempos de pandemia.

 

É lenda que o atual prefeito inova na cidade.

 

Pelo contrário, ele é um atraso: quer acabar com uma das poucas companhias de TIC das cidades brasileiras, para dar recurso a empresas de duvidosa capacidade técnico-científica.

 

Não é lenda o que significaram os eventos do Fórum Social Mundial para o desenvolvimento local e a projeção de Porto Alegre no espelho do mundo.

Espalhar que endividamos a cidade é a mais pura lenda.

 

Nosso Secretário Utzig previra em 2001-2002 que entraríamos em dificuldades depois de 2012, sugerindo um conjunto de ações.

 

O PT infelizmente perdeu as eleições de 2004.

 

Os governos que o sucederam caminharam noutro sentido, dando condições a especulação e aos negócios dos grandes, em detrimento dos pequenos e médios.

 

O atual governo prometeu inovação e acabou com os telecentros já baqueados em tempos anteriores.

 

Depois do PT houve corrupção na Procempa e sucateamento da companhia de Tecnologia da Informação e da Comunicação.

 

O PT foi quem deu a alavanca primordial de seus avanços.

 

A grande lenda é imputar à esquerda atraso e inventar ousadia às políticas neoliberais.

 

Na política as lendas urbanas são assim.

 

Sempre assim.

 

Por isso, como líder da principal bancada de oposição na Câmara Municipal não me canso de dizer que pensam ser reis, mas não passam das personagens de Swift, os liluputs.

 

Adeli Sell é vereador do PT em Porto Alegre 

 

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