Nessa sexta-feira (13), o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP) e o vereador Rubinho Nunes (Patriota-SP), fundadores do MBL (Movimento Brasil Livre), ajuizaram uma ação popular (íntegra – 697 KB) https://static.poder360.com.br/2021/03/APOP-Nomeacao-Petrobras-MBL.pdf   na 1ª Instância da Justiça do Distrito Federal contra a nomeação do general Joaquim Silva e Luna para o comando da Petrobras.

 

 

A medida também tem como alvo a União, Jair Bolsonaro e a estatal brasileira de petróleo. O texto diz que o currículo de Silva e Luna “não condiz com o cargo” que o general vai ocupar caso seja aprovado pelo Conselho de Administração da empresa. A assembleia que avaliará a troca de comando foi marcada para 12 de abril.

 

 

A indicação de Luna tem causado pânico no mercado financeiro, representado pelos integrantes do DEM, do PSDB e outros partidos políticos de centro-direita e direita, atuantes no Parlamento brasileiro. Para falar do assunto, o jornalista Beto Almeida, apresentador do programa Latitud Brasil, na Telesur, entrevista Felipe Coutinho, vice-presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet).

 

 

 

Esta edição trata da demissão do banqueiro, um profissional do mercado financeiro, com ideias claramente neoliberais e radicalmente submisso ao mercado, que produzia uma política de destruição da maior estatal brasileira. P

 

Beto Almeida traça um breve histórico do que acontece atualmente com a estatal e, alerta: “Assim que o presidente Jair Bolsonaro anunciou o nome do general Joaquim Silva e Luna para a presidência da Petrobrás, a grande mídia, sempre entreguista e privatista, desatou uma histérica campanha contra  a mudança”.

 

 

 

Ele explica que a mídia, que vocaliza os interesses estrangeiros no País, quer a continuidade da política de demolição da Petrobras, em curso, desde o golpe de Estado de 2016, que derrubou a ex-presidente Dilma Rousseff (PT). “Aliás, sempre fez campanha contra a própria existência da Petrobras”, afirma. Uma política de preços dolarizados, devastadora para a economia popular e que vai privatizando, por partes, de forma fatiada, a estatal.

 

 

 

“Privatiza oleodutos, gasodutos, refinarias, distribuição, sempre a preços, criminosamente, negativos. Esta política de preços já levou a uma greve de caminhoneiros, base social do bolsonarismo. Um botijão de gás chega a custar R$ 100, algo como 16 dólares. Impraticável! Muitas famílias voltaram a cozinhar com lenha no país do petróleo. A Petrobras é um símbolo da Nação brasileira. O presidente Getúlio Vargas, seu criador, se suicidou, em 1954, para defende-la, pressionado pelo imperialismo”, afirma.

 

 

A estatal nasceu com intensa participação do Exército brasileiro e uma aliança cívico-militar, mediante uma memorável campanha popular chamada o “O petróleo é nosso”. As palavras do general Joaquim Silva e Luna afirmando que também serão atendidos os interesses nacionais, causaram pânico entre os que querem seguir destruindo a Petrobras.

 

Assista!

 

 

 

 

Assista também o debate, em vídeo, do Comitê em Defesa da Democracia sobre a “PETROBRAS: Empresa Estratégica para o Desenvolvimento do Brasil e Política de Preços do Combustíveis”