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Laboratórios públicos estão aptos a realizar exames de coronavírus. E se fossem privatizados?

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Na hora do apuro, é o serviço público que salva. Os Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACEN) dos 26 estados e do Distrito Federal estão capacitados para realizar exames para o coronavírus. Agora os defensores do estado mínimo clamam por dinheiro público, mas se tudo fosse privatizado como eles defendem, a situação estaria muito pior.

 

É preciso aumentar os recursos para os serviços públicos. Os testes estão sendo produzidos com prioridade pelo Instituto Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A produção é semanal e a distribuição também é feita toda semana com envios aos estados. Atualmente são produzidos entre 3,5 mil a 4 mil testes a cada três dias e essa produção está sendo escalonada para aumentar a capacidade de fabricação.

 

A medida é importante porque descentraliza o diagnóstico do coronavírus para todo o país. Com isso, o Ministério da Saúde cumpre o plano de trabalho para aumentar a capilaridade de diagnósticos para além dos laboratórios de referência, que hoje são a Fiocruz, no Rio de Janeiro, o Instituto Adolfo Lutz (IAL), em São Paulo, e o Instituto Evandro Chagas (IEC), no Pará. As capacitações começaram a ser realizadas em fevereiro deste ano e foram finalizadas na última quarta-feira (18).

 

De acordo com o secretário Nacional de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, com essa medida será possível oferecer resultados mais eficientes e precisos. E como seria se todo o serviço de saúde fosse privado como acontece nos Estados Unidos? Lá, o paciente precisa pagar cerca de US$ 34 mil (cerca de R$ 175 mil) com exames e tratamento se tiver sido infectado com o coronavírus.
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