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Justiça libera geral no Rio de Janeiro e ignora quantidade de mortes e casos de Covid-19

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O presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Claudio de Mello Tavares, derrubou a liminar contra a flexibilização do isolamento, implantada pelo governador Wilson Witzel e pelo prefeito Marcelo Crivella.

 

Witzel voltou a aderir às ideias do presidente Jair Bolsonaro, assim como havia feito na campanha eleitoral. Já Crivella só continua a parceria com Bolsonaro, capitaneada pelo bispo Edir Macedo.

 

Agora liberou geral. Cerca de 7 mil mortos no Rio, com mais de 73 mil casos confirmados, sem contar a subnotificação. O Rio de Janeiro agoniza sem poder respirar e a ganância de alguns empresários se sobrepôs à razão. Mas o desembargador resolveu ignorar tudo isso e suspendeu os efeitos da liminar concedida pela 7ª Vara de Fazenda Pública, que vetou trechos dos decretos de Witzel e Crivella, que autorizavam a flexibilização das medidas de distanciamento social implantadas para conter a covid-19.

 

A decisão que suspendia parcialmente os decretos de Witzel e Crivella foi concedida em ação civil pública impetrada pelo Ministério Público (MP) e pela Defensoria Pública. As entidades queriam que governador e prefeito apresentassem estudos embasados que justificassem a reabertura de parte da economia.

 

Witzel liberou em decreto, na sexta-feira (5), a possibilidade da volta de bares, restaurantes, pontos turísticos, jogos de futebol sem público, igrejas e shoppings centers, sendo que as medidas poderiam, ou não, serem seguidas pelas prefeituras. Já Crivella apresentou um plano de reabertura escalonada da economia da cidade, em fases que se estenderão até agosto.

 

A foto da capa é de Fernando Frazão/Agência Brasília
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