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José Paulo Bisol, ex-senador constituinte e fundador do PSDB, morre em Porto Alegre

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O Brasil perdeu, neste sábado (26), José Paulo Bisol. Ele era desembargador aposentado, juiz, professor, jornalista e ex-parlamentar. Ele faleceu aos 92 anos no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Um nota do hospital informou que o falecimento foi às 10h26 por falência múltipla de órgãos.

 

 

No dia 31 de maio, ele foi transferido do município de Osório, no Rio Grande do Sul, para o Centro de Terapia Intensiva (CTI) do hospital Moinhos de Vento com infarto agudo do miocárdio. José Paulo Bisol será cremado. A cerimônia foi reservada aos familiares em razão das limitações e protocolos sanitários relacionados à Covid-19.

 

 

A trajetória

 

 

Nascido em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, em 28 de outubro de 1928, José Paulo Bisol cursou Direito, na Pontifícia Universidade Católica (PUC/RS), e Jornalismo, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Elegeu-se deputado estadual pelo MDB em 1982, e, em 1986, foi eleito senador pelo mesmo partido. Foi um dos fundadores do PSDB, em 1988, juntamente com o ex-governador de São Paulo, Mário Covas.  Senador constituinte, nesse período, ele participou de forma atuante da Assembleia Nacional Constituinte. Ajudou a criar a primeira Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou o escândalo dos Anões do Orçamento, em 1993. Foi candidato à vice-presidência da República na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 1989.

 

Foi secretário de Justiça e Segurança do Rio Grande do Sul na gestão do governador Olívio Dutra (PT) entre 1999 e 2002. Recebeu a medalha do Mérito Farroupilha, considerada a mais alta distinção da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, em 2009.

 

 

“O desembargador José Paulo Bisol foi um humanista militante a vida inteira, seja como juiz, desembargador, professor, mestre, poeta, jornalista, parlamentar, Secretário de Segurança do RS no governo da Frente Popular, um cidadão inquieto, instigante na busca incessante pela Justiça e pela Verdade. Sua ausência nesta dimensão da vida terrena, no momento de obscurantismo e desconstituição da Política que enfrentamos fará enorme falta. Bisol Vive!” destacou o ex-governador Olívio Dutra em seu Facebook, acompanhando duas fotos com José Paulo Bisol, em uma comemoração do aniversário do amigo e outra registrada na campanha eleitoral, em 1998 .

 

 

O ex-governador Tarso Genro (PT), lembrou a trajetória de José Paulo Bisol em seu Twitter, “poeta, jurista, Juiz, cidadão, militante pela Democracia e pela República. Pêsames aos seus familiares. Perde o Brasil. Descansa em paz, amigo e companheiro.” Amiga da família, Isabel Freitas, em entrevista ao portal GZH disse: “Ele era um apaixonado pelos netos, pelos livros e pelo piano, que estava aprendendo a tocar nos últimos anos”.

 

 

José Paulo Bisol deixa a esposa atual, Vera Lúcia Zanette, três filhos do seu primeiro casamento com Vera Lúcia Bisol, nove netos e um bisneto.

 

 

“Sempre fui um rebelde”

 

 

Em entrevista ao Portal Sul 21, em 2011, destacou: “sempre fui um rebelde, quer dizer, sempre estive em desacordo com o lado de lá do comum das coisas. Eu não tenho ajuste, nunca tive. Eu nunca descobri quem eu sou.

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