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Jantar dos abutres

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Com as mortes chegando a 4 mil por dia um grupo de banqueiros e grandes empresários “ovaciona” o presidente-genocida num jantar.

 

É uma elite que só pensa em seu próprio ganho e nunca conseguiu ver o sofrimento do povo brasileiro, que o despreza como se fosse uma casta de impuros.

 

 

O “cada um por si e Deus acima de todos” implantado a ferro e fogo pelo genocida e seu subcomandante da economia, Paulo Guedes, é de total gosto desses grandes empresários, pois sabem que são os mais fortes e que o “Deus” das igrejas fundamentalistas os protege contra a ira do povo faminto.

 

 

Por isso Bolsonaro é seu presidente preferido, pois todas as “maldades” que querem impor aos trabalhadores, como corte de salários, redução do auxílio-emergencial, extinção de direitos, destruição dos sindicatos, privatização de tudo a preço de banana, basta pedir para Bolsonaro que ele faz sem vacilar. Com outro tipo de presidente seria preciso negociar primeiro, mas com esse projeto de ditador, não, basta “ovacioná-lo” e pronto, ele esmaga o povo para beneficiar seus amigos empresários.

 

 

Não é por acaso que durante a tragédia humanitária da pandemia, com desemprego, miséria e fome do povo, o “Brasil” ganha 11 novos bilionários na lista da Forbes.

 

Mas tudo indica que nenhuma “ovação” vai salvar a popularidade de Bolsonaro, que está afundando junto com o aumento das mortes por Covid e por esse motivo já perdeu quase toda influência sobre a classe média e grande parte de seu eleitorado popular.

 

 

Nesse contexto de descontrole da pandemia e ao mesmo tempo com Lula sendo inocentado pelo STF e por isso tornado elegível, liderando todas as pesquisas eleitorais, inclusive nas redes sociais, Bolsonaro ficou emparedado, vendo seu discurso de ódio perder a antiga eficácia por conta do esvaziamento do antipetismo.

 

 

O fato é que o antibolsonarismo se tornou muito maior do que o antipetismo e com isso o genocida perdeu espaço no centro político e cada vez mais fica restrito às duas vertentes da ultradireita: o fascismo cívico-militar e o fundamentalismo religioso, puxado pelos grandes pastores capitalistas da chamada “teologia da prosperidade”.

 

 

Mas se continuar confrontando o sentimento do povo ao rir de sua dor pela morte dos entes queridos, e todos sabemos que ele continuará fazendo isso, até mesmo aqueles pastores, pragmáticos como qualquer capitalista, podem se afastar dele.

 

 

Apesar de não ter muita possibilidade de salvar a popularidade de Bolsonaro, esse obscuro e sinistro jantar dos infernos serve para mostrar a face selvagem, fascista e militarizada do grande empresariado do país, como muito bem definiu o comentário do companheiro Haddad: “Bolsonaro não foi eleito em 2018 por falta de opção. Ele expressa a visão de mundo de boa parte do empresariado. Isso explica muito da nossa história”.

 

 

Val Carvalho – escritor e militante de esquerda

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