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Insustentável, as agressões aos profissionais de imprensa

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REPÚDIO

Salvador, 12 de dezembro de 2021.

 

“Não podemos tratar mais este episódio de violência contra jornalistas isoladamente. Sob o atual governo, o Brasil se tornou um lugar hostil para o exercício da atividade jornalística. Questionar a imprensa ou discordar dela são atitudes legítimas; tentar silenciá-la com ataques e tentativas de intimidação é mais uma evidente e grave violação à Constituição e ao Estado democrático de Direito, que infelizmente se tornaram comuns no Brasil” — Instituto Vladimir Herzog.
Neste domingo (12), o presidente Jair Bolsonaro esteve na Bahia, e o que seria uma visita à região atingida pelas fortes chuvas no extremo sul baiano, na cidade de Itamaraju, se tornou mais uma vez em palco de carreata, comício e agressões. Uma equipe da TV Bahia, afiliada da TV Globo e da TV Aratu, afiliada do SBT foram agredidos pelos seguranças do presidente da república.

 

Em nota no G1 Bahia — “A repórter Camila Marinho e o cinegrafista Cleriston Santana aguardavam o pouso do helicóptero do presidente no estádio municipal Juarez Barbosa. Ao descer do helicóptero, o presidente seguiu em direção à lateral do campo de futebol. Os repórteres da TV Bahia e da TV Aratu, afiliada do SBT, tentaram se aproximar para entrevistar Bolsonaro, mas a equipe de segurança, que formava uma espécie de “paredão”, agiu para impedir a aproximação das duas equipes.

 

 

— Um dos seguranças segurou a repórter Camila Marinho pelo pescoço, com a parte interna do antebraço, numa espécie de “mata-leão”. No tumulto, essa imagem não pôde registrada. O presidente avançou e subiu na caçamba de uma caminhonete, ainda no estádio”.

 

 

O que adianta a assessoria de imprensa e um dos seguranças da presidência pedir desculpas? Um secretário de Obras do Itamaraty, Antônio Charbel, puxou os microfones e rasgou a espuma. Um secretário do Itamaraty? Segurança que ofende e ameaça um jornalista, — “vou enfiar a mão na tua cara”, que coisa mais absurda.
Um apoiador do presidente arranca a pochete da repórter, outro, xinga e por aí vai.

 

 

Na Bahia, em documento encaminhado ao governador do Estado da Bahia, Rui Costa do (PT), solicitamos providencias junto aos órgãos de segurança pública pedindo a punição dos culpados, nos crimes e agressões aos profissionais de imprensa em nosso estado.
Como se não bastasse, assédio judicial e perseguição na tentativa de intimidar o trabalho da imprensa, ataques virtuais ganharam um capítulo à parte no relatório de 2020, com uma análise própria sobre a descredibilização da imprensa no Brasil. A apuração, em parceria com a Bites, revelou que, em 2020, foram publicados 2,9 milhões de posts negativos sobre a imprensa brasileira, número 9% inferior ao registrado em 2019. Nesse campo, foram consideradas expressões como “golpista”, “lixo”, “parcial”, “canalha” e “grande mídia”. Pratica costumeira e miliciana, hoje. Jornalistas brasileiros foram alvos de quase 6 ataques por minuto em 2020, o que corresponderia a 7,9 mil por dia, segundo o levantamento.

 

O relatório também aponta que, a mídia em geral foi mais citada, generalizadamente, em conteúdos nas redes sociais. Ao total, foram produzidos 42 milhões de posts de natureza genérica sobre a mídia no Twitter, Facebook e Instagram. Essa quantidade representa um aumento de 4% em relação a 2019, quando houve 40,3 milhões de menções à imprensa geralmente. A informação vem do jornal “Congresso em Foco”, publicada em 30 de março deste ano de 2021.
Os ataques aos profissionais da imprensa brasileira, ocorrem até fora do país, durante ato pró-Bolsonaro em frente à embaixada do Brasil em Roma, na Itália. Segundo relato do enviado especial da BBC News Brasil em evento, Matheus Magenta, agentes de segurança “empurraram, deram socos, arrancaram celular de um repórter que filmava a manifestação, seguraram, gritaram e impediram jornalistas de chegar perto do presidente para entrevistá-lo”. BBC NEWS em 01.11.2021.

 

Diante desse e outros acontecimentos, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, deu 10 dias para que o presidente Jair Bolsonaro preste informações no âmbito de ação que questiona ameaças, incitação à violência e constrangimentos praticados pelo chefe do Executivo contra profissionais da imprensa. Em razão da ‘relevância’ do tema, Toffoli adotou o rito abreviado e enviou o caso para análise do Plenário do tribunal, com julgamento definitivo. A informação vem da revista IstoÉ Dinheiro, Estadão, conteúdo em 6 de nov. 2021.
Solidarizo-me com os colegas jornalistas Camila Marinho e seu cinegrafista Cleriston Santana da TV Bahia (Rede Globo) e aos colegas Xico Lopes e Dário Cerqueira da TV Aratu (SBT). Em conjunto com o coletivo de profissionais da imprensa, compostos por jornalistas radialistas, repórteres, blogueiros, fotógrafos, o IBI — Inteligência Brasil Imprensa, nos colocamos a inteira disposição, em denunciar esse e qualquer outra agressão aos profissionais.

 

 

Quero lembrar, palavras em audiência pública, dia 19 de julho deste ano realizada pela comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal da capital baiana: “A preocupação com a crescente escalada de violência contra jornalistas em todo o estado da Bahia é um sentimento compartilhado por todos os profissionais do setor. Requer ações mais enérgicas por parte das autoridades governamentais e do Poder Judiciário de modo a solucionar esse grave problema que tem atingido toda a nossa categoria”.

 

 

 

(*) Fábio Costa Pinto é jornalista de profissão, formado pela ESPM do Rio de Janeiro, com MBA em Mídia e Comunicação Integrada pela FTE/UniRedeBahia. Membro da Associação Brasileira de Imprensa-ABI (Sócio efetivo). Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Associado) Sindicalizado, Sinjorba / Fenaj

 

 




 

 

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