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Ingerência estadunidense na América Latina: Câmara dos EUA aprova resolução em apoio a manifestantes em Cuba

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O texto foi aprovado pela Câmara com 382 votos a favor e 40 contra e visa a autorizar o governo federal estadunidense investir na ultradireita neoliberal latino-americana para destruir a Revolução Cubana

 

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos da América (EUA) aprovou, na quarta-feira (3/11), uma resolução em apoio aos manifestantes da ultradireita neoliberal em Cuba que tomaram as ruas em 11 de julho e planejam fazê-lo, novamente, em 15 de novembro, condenando a “violenta repressão” do governo cubano. O objetivo é destruir a Revolução Cubana para entregar ao imperialismo.

 

Na avaliação do Consulado Cubano no Brasil, “os Estados Unidos estão apoiando este ataque, que chamam de ‘marcha’, porque é um instrumento da guerra branda que estão orquestrando contra nós. Eles falharam uma e outra vez e continuam com suas arrogantes interferências e ameaças. Cuba voltará a vencer porque estamos prontos para tudo e eles sabem disso. A solidariedade internacional é essencial para defender a Revolução Cubana”, afirma.

 

O texto, apresentado pela congressista democrata Debbie Wasserman Schultz com o apoio do republicano Mario Díaz-Balart, ambos da Flórida, e, embora de partidos diferentes, lutam pelo mesmo objetivo de manter o imperialismo norte-americano na América Latina, foi aprovado pela Câmara com 382 votos a favor e 40 contra.

 

A maioria dos legisladores republicanos respaldou a iniciativa, que pede aos membros das Forças Armadas Revolucionárias (FAR), do Ministério do Interior cubano e da Polícia Nacional Revolucionária (PNR), que “não prendam ou detenham manifestantes pacíficos”.

 

Além disso, insufla as autoridades de Havana a libertarem “imediatamente todos os presos políticos e detidos arbitrariamente” que permanecem sob custódia após os protestos.

 

Também exigem que o governo cubano liberem geral e não restrinjam o acesso dos cubanos à Internet, bem como a todos os sites e aplicativos, “inclusive durante futuras manifestações e protestos pacíficos”.

 

A ideia dos congressistas estadunidenses é fazer em Cuba o pandemônio que têm feito no Brasil desde 2013, com ingerência sem limite nas instituições públicas, nas riquezas brasileiras e no Orçamento público.

 

Esse tipo de decisão sobre Cuba também foi imposta ao Brasil pelos EUA. “Manifestantes” ultradireitistas foram infiltrados, por exemplo, nos protestos legítimos de 2013 para destruíram os governos democrático-populares e os direitos dos brasileiros em todos os setores da vida.

 

Hoje se conhece como os EUA usaram a Operação Lava Jato para destruir as grandes empresas nacionais de engenharia e infraestrutura, impedir o desenvolvimento e o crescimento econômico e social do País e como essa operação agiu para aplicar o golpe de Estado de 2016, que, dentre outras coisas negativas, tinha o objetivo de tomar na mão grande o pré-sal do País.

 

Atualmente, além das formas tradicionais e terroristas de invasão aos países alheiros para rapinar suas riquezas, como a guerra bélica, os EUA usam a Internet para promover a chamada guerra branda e fraudar, corromper, rapinar e destruir nações. A prova disso são os resultados das eleições brasileiras de 2018, fraudadas pelas fake news do norte-americano Steve Bannon.

 

O uso da Internet no Brasil sem regulamentação nos anos 2000, como exigiram os EUA, resultou, hoje, em mais de 20 milhões de brasileiros passando fome; o Brasil de volta ao Mapa da Fome; brasileiros vivendo na miséria extrema; milhares sem teto; políticos corruptos, que se locupletaram com essa ingerência, enriquecendo à custa do dinheiro público e privatizando patrimônios do Estado, destruindo tudo que assegura a soberania nacional.

 

Essa tragédia social e econômica a que o Brasil está afundado, é financiada por essa “estratégia” dos estadunidenses de  enviar “remessas, suprimentos médicos e outras formas de ajuda humanitária” que beneficiem diretamente o povo do país que eles querem rapinar e sufocar.

 

É bom lembrar que os EUA só entram porque alguém abre a porta. Como sempre, no Brasil e em outros países latinos, a entrada do imperialismo ocorre com o apoio de “compatriotas” corruptos, como, por exemplo, empresários, políticos, banqueiros, uma gente acostumada a viver de grandes golpes e de furtos avultados, a desviarem, descaradamente, imensas fortunas públicas para suas contas privadas em paraísos fiscais.

 

A ingerência estadunidense no Brasil, com largo uso de Internet e aplicativos de monitoramento criados por eles, permitiu ao milionário Bannon perverter o direito dos brasileiros a eleições limpas e honestas em 2018. Outro resultado disso é que o Brasil, que, em 2010, viveu o pleno emprego, hoje, por causa da ingerência norte-americana, tem mais de 15 milhões de desempregados dentre outras tragédias sociais.

 

Os EUA, com a ajuda de alguns empresários e políticos brasileiros traidores do País, impedem o Brasil de explorar o mineral mais nobre do mundo que só existe em pouquíssimos lugares do planeta e, dentre esses, em solo brasileiro. Trata-se do nióbio. Que o Brasil não sabe nem sequer quanto saem de nióbio do seu solo direto para os EUA exploram e recebem as divisas geradas por essa riqueza.

 

Graças à ingerência dos EUA, o Brasil teve suas grandes empresas de engenharia e infraestrutura destruídas por uma escandalosa Operação Lava Jato, que, dentre outros crimes, impediu, com mentiras e uso da lei (lawfare) como instrumento de guerra para sabotar a eleição de 2018 e impedir o ex-presidente Lula de voltar ao Palácio do Planalto.

 

A ingerência dos EUA no Brasil gerou o golpe de Estado de 2016 para entregar o pré-sal às grandes empresas norte-americanas e retirar a Petrobrás da exploração dessa riqueza brasileira. EUA são responsáveis pelo fascismo eleito no Brasil em 2018. Todos os dias a vida dos brasileiros piora mais um pouco mais e as tragédias sociais se avolumam por causa da ingerência dos EUA no país.

 

Enfim, voltando a Cuba, o texto dos políticos estadunidenses aprovado na segunda-feira pede ainda ao governo do presidente Joe Biden que encontre maneiras de permitir que remessas, suprimentos médicos e outras formas de ajuda humanitária beneficiem diretamente o povo cubano “sem fornecer dólares americanos aos militares cubanos”. Geralmente, nessas “remessas de suprimentos”, chegam nos países latino-americanos, os “suprimentos” da indústria bélica estadunidense: armas e munições para instalar a criminalidade e a insegurança onde há paz.

 

Entre os 40 democratas que não endossaram a resolução estão os legisladores Alexandria Ocasio-Cortez, Ilhan Omar, Rashida Tlaib, Ayanna Pressley e Pramila Jayapal, conhecidos por suas posições de esquerda. Na segunda-feira, um grupo de oposição cubano que convocou uma passeata para 15 de novembro denunciou que seus integrantes foram alvo de repressão por parte do governo, enquanto as autoridades acusam seus líderes de serem agentes dos Estados Unidos.

 

Entre as denúncias estão ameaças de demissão, intimidações, vigilância policial, confinamento domiciliar e detenções arbitrárias. O governo de Miguel Díaz-Canel advertiu os organizadores das consequências criminais se persistirem no chamado à manifestação, que está programada em Havana e em outras seis províncias da ilha. As resoluções do Congresso dos Estados Unidos não são vinculativas como as leis, mas expressam o sentimento coletivo dos parlamentares sobre uma questão.

 

 

Com edição do Jornal Brasil Popular

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