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Indigenistas criticam fala de presidente da Funai e defendem desaparecidos: ‘Não entraram na TI’

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Em entrevista à rádio, Bruno Xavier afirmou que Bruno Pereira e Dom Phillips não tinham autorização para entrar na Terra Indígena do Vale do Javari

 

1 de 1 Caminhão com mensagens sobre o jornalista britânico Dom Phillips e o especialista em assuntos indígenas Bruno Pereira, desaparecidos na floresta amazônica, em frente à Prefeitura de Los Angeles, Califórnia — Foto: Apu GOMES / AFP
Caminhão com mensagens sobre o jornalista britânico Dom Phillips e o especialista em assuntos indígenas Bruno Pereira, desaparecidos na floresta amazônica, em frente à Prefeitura de Los Angeles, Califórnia — Foto: Apu GOMES / AFP

 

O grupo Indigenistas Associados (INA) declarou que o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Marcelo Xavier, teceu “insinuações equivocadas” quando afirmou, pela manhã, que Bruno Pereira e Dom Phillips não tinham autorização para entrar na Terra Indígena (TI) do Vale do Javari. De acordo com a INA, eles ficaram nas imediações da TI.

 

 

“Não é verdade que Bruno e Dom tenham sido descuidados com solicitação de autorização de ingresso em terra indígena. Simplesmente, porque não ingressaram em terra indígena. A expedição realizada transcorreu nas imediações, mas não no interior da Terra Indígena Vale do Javari”, escreveu o grupo que é formado por servidores da Funai.

 

 

As declarações de Marcelo Xavier foram dadas em entrevista à Jovem Pan News. Segundo ele, Bruno e Dom não tinham autorização para estar na TI.

 

 

— Toda entrada em área de indígena isolada tem que passar pelo nosso setor de autorizações e pesquisas. Isso inexistiu. Também não foram cumpridos nenhum dos protocolos — acusou Xavier.

 

 

Segundo os servidores que compõe o INA, o presidente da Funai insinua um descuido inexistente por parte da dupla de desaparecidos.

 

 

“Espera-se que corrija a informação que transmitiu – com deslealdade, tendo em vista tratar-se de pessoas em situação de vítima, sem condições de responder”, completou o grupo.

 

 

Xavier ainda afirmou que Bruno Araújo já teria tido conflitos com a população da região no passado.

 

 

— Os indígenas tiraram ele a força, são os indígenas matís, isso foi difundido muito na imprensa — disse o presidente da Funai.

 

 

A declaração também foi amplamente rebatida pela União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Unijava). Em nota, o grupo afirmou que Bruno é atualmente a maior referência indigenista em atividade para assuntos referentes ao local, sobretudo para as questões territoriais e as relações históricas e políticas da região.

 

 

“Esse reconhecimento é facilmente constatado ao dialogar com as principais lideranças do Vale do Javari dos diferentes povos. Bruno compreende pelo menos 4 das línguas dos povos do Javari e tem larga experiência no diálogo intercultural com essas populações, o que é um grande diferencial. São mais de 11 anos atuando como indigenista no Vale do Javari, tendo coordenado por 5 anos a CR Vale do Javari da Funai, realizado mais de 10 longas expedições de localização de índios isolados e participado de 3 situações de contato com índios isolados. Além disso, Bruno atuou diversas operações de vigilância e fiscalização na região, como a Operação Korubo em 2019, a maior do país daquele ano no combate ao garimpo ilegal, com a inutilização de mais de 60 balsas de garimpo — razão pela qual passou a sofrer perseguição política na Funai e foi exonerado do cargo de Coordenador-Geral de Índios Isolados e de Recente Contato”, diz a nota.




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