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Ibovespa futuro cai 2% com crise na chinesa Evergrande e queda do minério

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Ibovespa futuro cai nesta segunda-feira, 20, acompanhando o cenário global de perdas causado pela crise na China. A Evergrande, uma das maiores incorporadoras do país, corre risco de não pagar suas dívidas. Ao mesmo tempo, as restrições do país asiático continuam a derrubar os preços do minério de ferro. O resultado é um cenário de tensão em uma semana já agitada por novas decisões monetárias nos Estados Unidos e no Brasil.

Às 9h15, o Ibovespa futuro recua 2,09%, aos 109.085 pontos, se encaminhando para o 5º pregão consecutivo de perdas. E, estendendo os ganhos da última semana, o dólar comercial inicia a sessão em alta de 1,14%, a 5,34, com os investidores buscando opções mais seguras de investimento em meio à crise.

No exterior, os índices futuros americanos operam em queda e o índice pan-europeu Stoxx 600 recua mais de 2%. Na Ásia as quedas foram ainda mais fortes: o índice Hang Seng, em Hong Kong, caiu 3,3% nesta madrugada e as ações da Evergrande despencaram mais de 10%.

A queda ocorreu após a Bloomberg noticiar que a empresa, com um passivo de 300 bilhões de dólares – o maior do mundo -, não pagará os juros de empréstimos bancários que vencem nesta quinta-feira. De acordo com a agência, as autoridades locais estão trabalhando na reestruturação da dívida.

As incertezas provocaram uma grande onda vendedora de ações do setor imobiliário, que é um dos mais importantes para o crescimento da China. O enfraquecimento da retomada econômica é um dos fatores que ajuda a derrubar o minério de ferro. Em meio à desaceleração econômica e a maiores restrições na indústria do aço, a commodity voltou a cair e, nesta madrugada, recuou 12% e perdeu a faixa dos 100 dólares por tonelada.

A desvalorização do minério de ferro deve ter um peso importante sobre as ações da Vale (VALE3), que tem a maior participação do Ibovespa. Nos Estados Unidos, as ADRs da mineradora despencam mais de 5% nesta manhã.

As ADRs da Petrobras (PETR3/PETR4) também recuam, e já caem mais de 4,5%. Isso porque a piora na economia global também afeta o petróleo, que cai mais de 2% de olho em uma possível redução da demanda.

“Toda vez que a China soluça, dá sinais de perda de apetite de fôlego no crescimento, o mundo inteiro sente. É um começo de semana bem difícil, que derruba novamente o minério de ferro e piora o cenário para o Brasil, afetando Vale e o setor de siderurgia”, explicou Jerson Zanlorenzi, responsável pela mesa de renda variável e derivativos do BTG Pactual digital, na Abertura de Mercado desta segunda-feira.

Por aqui, ainda segue no radar a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que terá início nesta terça-feira, 21, com decisão de juros prevista para quarta, 22, junto com a decisão do Federal Reserve (Fed, banco central americano). As expectativas para quarta é de que o Copom eleve a taxa de juros em 1 ponto percentual para 6,25% ao ano. Até a última semana, o mercado vinha apostando em uma alta de juros mais forte, mas o Banco Central sinalizou que irá manter o “plano de voo”.

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