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Ibaneis se rende a Bolsonaro e quer afrouxar o isolamento. Resta saber porque.

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O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, vinha defendendo firmemente o isolamento social como fundamental para que a pandemia do novo coronavírus não se alastre pelo DF com grande velocidade para evitar o colapso do sistema de saúde. Eis que, de repente, Ibaneis faz duas visitas ao Palácio do Planalto e, nesta quarta-feira (22/4), senta-se ao lado de ministros de Bolsonaro para participar da coletiva sobre o que o governo vem fazendo em relação à pandemia.

 

Ao vivo, inclusive com a cobertura de várias emissoras de tv, o governador do DF citou o encontro que teve com Bolsonaro e fez vários agrados ao presidente, a quem cansou de atacar há poucos dias, e agradeceu o novo ministro da Saúde, Nelson Teich, pelo “grande apoio dado ao DF” (sic).

 

Em entrevista ao El País Brasil, Ibaneis disse que o “ministro Mandetta já foi tarde” em referência à demissão de Luiz Henrique Mandetta do Ministério da Saúde, no último dia 16. Mas antes o governador defendia as falas de Mandetta em contraponto a Bolsonaro.

 

O governador também revelou que pretende afrouxar ainda mais as medidas de isolamento no DF e – mais uma vez agradando Bolsonaro – chamou o coronavírus de “uma gripe que muita gente vai pegar”. Nesta quarta, Ibaneis divulgou decreto que libera o funcionamento de escritórios e profissionais autônomos das áreas de advocacia, contabilidade, engenharia, arquitetura e imobiliárias.

 

Na coletiva com os ministros bolsonaristas, Ibaneis afirmou que, nesta quinta-feira (23/4), uma reunião discutirá como será a reabertura do comércio no DF. Ele também disse que pensa em abrir as escolas de ensino médio antes do prazo previsto, mas não mencionou nenhuma data.

 

O que houve para fazer Ibaneis mudar tão radicalmente de postura ainda é um mistério.

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