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Hospital de campanha de Manaus encerra atividades após zerar casos

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O hospital de campanha de Manaus (AM) encerrou suas atividades após zerar o número de pacientes. A unidade funcionou por 71 dias e foi aberta às pressas para conter o colapso na rede pública e privada de saúde causada pela pandemia do coronavírus. 611 pessoas se recuperaram no espaço. Segundo a prefeitura de Manaus, esse número representa 81% de êxito. Além da população da capital, o hospital atendeu pessoas oriundas do interior do AM, como Itacoatiara, Manacapuru, Parintins, Nova Olinda do Norte e Iranduba. Além disso, durante suas atividades, foram destinadas alas exclusivas para indígenas.

 

Com o encerramento das atividades, começam agora os trabalhos de readaptação do espaço, que voltará ao projeto inicial de uma escola, que deve atender mais de 1,4 mil alunos da educação infantil e do ensino fundamental. Em alusão ao legado do hospital de campanha, o complexo escolar também ganhará um memorial em homenagem aos profissionais que atuaram para salvar vidas.

 

“Salvamos vidas no hospital e vamos continuar salvando com a escola, por meio da educação e da cidadania, esse foi o objetivo primeiro do prédio onde foi montado o hospital. Agradeço aos parceiros que me ajudaram a montar e dirigir esse espaço, que auxiliou a saúde tanto da capital quanto do interior. É um sentimento de saudade e de dever cumprido. Agora, vamos começar o processo de readequação da estrutura, para que siga com sua missão de garantir o futuro de nossas crianças”, disse o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB).

 

E uma das notícias mais aguardadas pela população mundial é sem dúvida quando teremos uma vacina ou um remédio eficaz de combater o vírus. Países como a China, Estados Unidos e Reino Unido têm etapas avançadas na produção de um medicamento. Já pesquisadores brasileiros estudam no desenvolvimento de testes em camundongos para uma vacina. O estudo terá como base uma técnica elaborada pelo Grupo de Imunologia de Doenças Virais da Fiocruz Minas, que utiliza o vírus da influenza para gerar resposta imunológica contra a Covid-19.

 

“Nós já construímos o vírus para a vacina, que é composto pela influenza modificado dentro do laboratório para que ele possa transportar parte da proteína do novo coronavírus, que lhe dará capacidade de oferecer proteção contra a covid-19. Estamos no final da caracterização e preparação de estoque. A nossa hipótese é de que os pacientes vacinados com esse vírus induzirão resposta imunológica contra a covid-19 e também contra a gripe influenza. O que é mais interessante nisso, é que poderemos atingir dois alvos com um só disparo. É óbvio que o nosso objetivo principal é a covid-19, porque a influenza já tem vacina. Mas, a ideia é de que possa ser melhor tanto do ponto de vista de logística quanto do econômico, pois a pessoa vai ao posto de saúde e toma uma única vacina para as duas doenças”, explica o pesquisador da Fiocruz Minas, doutor Alexandre Machado.

 

Ainda de acordo com Machado, os primeiros resultados dos testes em animais devem sair em dois meses. Após isso, devem ser feitos estudos por pelo menos mais 12 meses para que seja iniciada a segunda etapa, que seriam os testes pré-clínicos para laboratórios, controle de lotes de reagentes, licenciamentos, entre outros procedimentos, para aí então ser testada em humanos.

 

E para finalizar a semana com uma ótima notícia, O Brasil se tornou o país com o maior número de recuperados da Covid-19, com mais 660 mil, à frente dos EUA. A Rússia, Índia, Chile e Itália vêm em seguida.

 

Wyl Villas Bôas é jornalista e sempre otimista por dias melhores

 

 

 

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