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Homem negro morto por seguranças brancos em loja do Carrefour em Porto Alegre não teve defesa

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Um homem negro foi morto, espancado por dois seguranças brancos, dentro do supermercado Carrefour, em Porto Alegre, localizado no bairro Passo D’Areia, nesta quinta, 19 de novembro. Na véspera do Dia da Consciência Negra, nesta sexta, 20 de novembro. As circunstâncias ainda estão sendo apuradas pela Polícia Civil.  A vítima era João Alberto Silveira Freitas, 40 anos, conhecido como Beto, torcedor do Clube São José, morador do Bairro IAPI. Preliminarmente, as informações dão conta que houve uma discussão dentro da loja e o rapaz foi agredido e imobilizado por dois homens, um deles segurança e outro um policial militar. Magno Braz Borges e o policial militar temporário Giovane Gaspar da Silva foram detidos em flagrante.

 

O supermercado Carrefour informou, por meio de nota que romperá o contrato com a empresa terceirizada responsável pela segurança do estabelecimento. E que dará o suporte necessário para a família da vítima. “O Carrefour lamenta profundamente o caso. Ao tomar conhecimento desse inexplicável episódio, iniciamos um rigorosa apuração e imediatamente tomamos as providências cabíveis para que os responsáveis sejam punidos legalmente”. Prossegue a nota: “Para nós, nenhum tipo de violência é admissível e não aceitamos que situações como essas aconteça”.

 

O policial militar é lotado no Departamento de Comando e Controle Integrado da Secretaria da Segurança Pública. A Brigada Militar em nota, explica que foi acionada para atender a ocorrência e prendeu os envolvidos, inclusive o policial militar temporário, “cuja conduta fora do horário de trabalho será avaliada com todos os rigores da lei”. A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção RS, vai acompanhar as apurações desse crime.

 

O senador Paulo Paim, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa também se manifestou. “Repudio veementemente mais um ato covarde e criminoso contra uma pessoa negra, assisti com tristeza e indignação mais uma vez atos de intolerância e discriminação racial. Ao tempo que apresento minhas sinceras condolências à família do João Alberto, afirmo que não pouparei esforços para que este crime seja punido.

 

“Infelizmente nesse dia que nós deveríamos estar celebrando políticas públicas, nos deparamos com cenas que deixam todos indignados pelo excesso de violência”, destacou o governador Eduardo Leite, em vídeo, acompanhado da Chefe da Polícia Civil, Nadine Anflor e do Comandante da Brigada Militar, Rodrigo Mohr Picon. Foi aberto um processo administrativo demissionário para o policial militar temporário que participou do crime junto com outro segurança.

 

Segundo a Defensoria Público do Estado, em nota, “embora a morte de João Alberto Silveira Freitas, 40 anos, assassinado dentro do do supermercado Carrefour, localizado no bairro Passo D’Areia, em Porto Alegre ainda esteja sob investigação, os vídeos com as imagens “falam por si”. Morreu. Morreu porque era negro”. É inadmissível que um brutal homicídio nas condições visualizáveis com nítidos contornos racistas seja tolerado no Estado Democrático de Direito”.

 

As vereadoras e vereadores eleitos negros recém eleitos Laura Sito (PT), Bruna Rodrigues e Daiana Santos (PC do B), Karen Santos e Mathes Gomes (PSol), protestaram em frente ao Carrefour pela manhã. Outro ato foi convocado para às 18h, nesta sexta em frente ao estabelecimento.

As imagens circulam nas redes sociais, desde quinta,18. Mostrando o espancamento que levaram à morte de João Alberto, por dois seguranças do supermercado Carrefour, em Porto Alegre.

 

Com informações do Sul 21

 

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