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“Havia interesse dos Estados Unidos em me condenar”, denuncia Lula, em primeira entrevista após decisão do STF

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Em entrevista à TV argentina C5N, o ex-presidente Lula afirmou que pretende se inspirar na vitória eleitoral de Alberto Fernández e Cristina Kirchner para a conformação de uma chapa em 2022

 

 

 

 

Em sua primeira entrevista após o Supremo Tribunal Federal (STF)   reconhecer a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba na análise das denúncias contra ele e anular todas as condenações,   o ex-presidente Lula denunciou o interesse dos Estados Unidos em sua condenação, promovida pelo ex-juiz Sergio Moro. Essa tese ganhou força nas últimas semanas após Le Monde denunciar a proximidade do ex-magistrado com o Departamento de Justiça dos EUA.

 

 

 

“O Lawfare é o uso do poder Judiciário para processos políticos. Isso aconteceu com Cristina [Kirchner] na Argentina, com [Rafael] Correa no Equador, com [Evo] Morales na Bolívia… No caso do Brasil, o mais grave é que havia interesses do departamento de Justiça dos Estados Unidos, das petroleiras americanas, das empreiteiras americanas… Queriam destruir a indústria de petróleo e gás”, disse o ex-presidente em entrevista ao jornalista Gustavo Sylvestre na TV argentina C5N.

 

 

 

 

“Esse processo foi uma mentira enorme, desde 2016 meus advogados mostram que foi uma farsa. Na realidade, a razão do meu processo foi um PowerPoint que meus acusadores usaram. Eu fui condenado por fatos indeterminados. Fizeram isso para me tirar das eleições de 2018”, completou.

 

 

 

 

O ex-presidente, que está elegível, comentou sobre as perspectivas para 2022 e revelou que se inspira no exemplo da coligação argentina Frente de Todos, quando a ex-presidenta Cristina Kirchner compôs chapa com o atual presidente, Alberto Fernández, em uma coalizão que mobilizou setores mais amplos do peronismo.

 

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