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Guerra, guerra!

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GUERRA, GUERRA!

 

Gritam agora os governos e a mídia ocidentais fingindo surpresa. Desde o golpe neonazista e russofóbico de 2014, sabidamente financiado pelos EUA, esse pessoal faz o fantoche governo ucraniano brincar com fogo, e com o fogo russo!

 

Nesse mesmo período a Rússia tentou de tudo para o governo ucraniano cumprir o acordo de Minsk, de 2015, que estabelecia a realização de referendo sobre a independência das duas repúblicas de origem russa, da região do Donbass.

 

Mas nada aconteceu nesse sentido da pacificação, pois não era essa a intenção da grande potência americana, que se alimenta de guerras. Armas cada vez mais poderosas e modernas eram continuamente enviadas para a Ucrânia e com essas armas eles bombardeavam os povoados da região independente de Donbass, inclusive morteiros de 120 mm.

 

As 14 mil mortes de civis causadas pelos contínuos bombardeiros não produziam nenhuma condenação na imprensa ocidental, que sempre relativizava dizendo ser informações não confiáveis ou fruto de “tiroteios”.
Agora, depois de tanto brincar com fogo, a brincadeira provocou um incêndio, e então o Ocidente resolve esconder o histórico da situação, no qual sua responsabilidade direta ficaria clara, para poder mostrar o quadro tão somente como uma agressão da Rússia.

 

Li um roteiro da OTAN listando o que eles dizem ser mentiras russas. Basicamente é dizendo que a OTAN é uma organização “defensiva” e que a “agressora” Rússia tenta se passa por “vítima”. Todos os 8 itens desse roteiro da OTAN formam o conteúdo das notícias da imprensa ocidental e brasileira.

 

Será muito difícil para o público brasileiro, “educado” desde a guerra fria pela cultura americana dominante que sempre mostra os “bondosos” Estados Unidos defendendo a liberdade do Ocidente contra os bárbaros russos, se orientar nessa selva fechada de notícias-propaganda sobre o origem e as verdadeiras causas desse conflito.

 

Chegam a dizer que os ataques russos contra alvos não civis da Ucrânia são os primeiros conflitos armados desde a Segunda Guerra, escondendo a agressão da OTAN nos anos 90 contra a então Iugoslávia, o que levou a sua desagregação e a formação de pequenos estados, em sua maioria transformados em bases da OTAN.

 

O que a mídia ocidental estimula nesse momento para criar a base de sua narrativa, é o sentimento natural das pessoas de serem contra violência e guerra, sentimento este que não era estimulado quando se tratava dos ataques e massacres contra a população de origem russa do Donbass.

 

Desde o golpe de Estado de 2014 o governo ucraniano (inclusive o presidente-fantoche Zelensky) nunca teve controle de fato sobre o seu país. O próprio governo é controlado de fora, pelos EUA e a OTAN e por dentro, pelo regimento neonazista Azov, a força decisiva que deu o golpe.

 

O governo títere nega que são neonazistas, mas eles próprios se orgulham em mostrar a suástica nazista, seu símbolo copiado de uma divisão SS, e de seus ataques a judeus, homossexuais e russos na Ucrânia. Eles contam com voluntários fascistas de todo o mundo, inclusive tentaram recrutar neonazistas gaúchos.

 

Junto com as centenas de mercenários de empresa privada americana “Academi” (novo nome da terrível “Blackwater”, que atuou no Iraque) formam o punho de ferro da violência extrema e dos massacres na região do Donbass, inclusive queimando viva dezenas de pessoas em Odessa, logo depois do golpe vitorioso.

 

No seu longo discurso Putin enumerou todas as bases aéreas construídas na Ucrânia a mando dos EUA e que poderiam ser usadas pela OTAN no futuro. São essas bases e outras infraestruturas e arsenais fornecidos pela OTAN que os mísseis cruzeiros russos estão destruindo. Não bombardeiam zonas residenciais e nem vão matar civis, como fizeram e fazem os americanos no Oriente Médio e os neonazistas na Ucrânia.

 

Mas Putin não poderia garantir a paz em Donbass sem desmontar a agressiva máquina de guerra montada pelo EUA na Ucrânia exclusivamente direcionada contra a região independente e contra a Rússia. E mais uma vez, como fizeram no Afeganistão, os EUA não vão intervir militarmente, apenas protestar.

 

O governo americano sabe muito bem que a sua aposta contra a segurança nacional da Rússia foi longe demais e que isso acabou forçando Putin a reagir militarmente, fazendo a chamada “guerra justa”, a guerra defensiva para quebrar o potencial agressivo dos inimigos, como fizeram no passado o povo soviético contra a invasão genocida alemã, ou o povo chinês em 1950, contra a guerra de ocupação americana na Coreia ou ainda o povo vietnamita contra a duradoura e bárbara agressão americana, que gerou condenação internacional.

 

 

(*) Por Val Carvalho – escritor e militante de esquerda.

 




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