Fotos: @midianinja

 

Com o lema “Vida em Primeiro Lugar”, a 27ª edição do Grito dos Excluídos e das Excluídas se une aos movimentos sindical, popular e social pelo impeachment de Jair Bolsonaro (ex-PSL) e movimentam as ruas das principais cidades do Brasil.

Confira, em seguida, as postagens da manifestação publicadas em redes sociais, sobretudo no Twitter. O feriado deste 7 de setembro de 2021, Dia da Independência, é marcado por atos contrários ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em mais de 200 cidades do Brasil e do exterior. E também por atos em favor de Bolsonaro, que usa a data para fazer campanha eleitoral antecipada para 2022.

Em parte dos municípios, as manifestações se unem ao tradicional Grito dos Excluídos e das Excluídas, que denuncia os problemas sociais brasileiros. Na capital paulista, o ato do Grito fortalece a mobilização em curso no no Vale do Anhangabaú, no centro da cidade. Local histórico de protestos da classe trabalhadora.

Em carta divulgada nas redes e na mídia, o Grito dos Excluídos e das Excluídas informa que, nestes 27 anos de história, esse movimento “mudou a cara do 7 de Setembro e da Semana da Pátria, chamando o povo para descer das arquibancadas dos desfiles cívicos e militares e participar, ativamente, na luta por seus direitos, nas ruas e praças, nos centros e nas periferias de todo o Brasil. Para ecoar seus gritos de denúncia e de anúncio de um projeto de país mais justo e igualitário, na defesa da dignidade da vida em primeiro lugar”.

No documento, disse também que “estar nas ruas é um ato democrático e, na Semana da Pátria, é um tempo favorável para seguirmos firmes nessa defesa” e destacou que o “Grito” é “um processo de construção coletiva, é muito mais que um ato”.

O ato pró-Bolsonaro, que conta com todo tipo de apoio dos partidos de ultradireita norte-americanos, ligados ao ex-presidente Donald Trump, e financiado por boa parte do agronegócio brasileiro, foi convocado pelo próprio Presidente da República, com suspeita de uso de recursos financeiros públicos e marca um dos atos mais graves que ele já realizou contra a democracia, o sistema eleitoral democrático, o Supremo Tribunal Federal (STF) e contra a independência do Brasil.

Ja os protestos pelo “Fora, Bolsonaro” foram convocados pela Campanha Nacional Fora Bolsonaro, composta pelas frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, além de partidos políticos, centrais sindicais e movimentos populares.

Segundo apuração do jornal Brasil de Fato, “as manifestações populares, desta segunda-feira (7/9), ocorrem em continuidade à jornada de lutas iniciada em maio deste ano. Os organizadores reforçaram que é fundamental que os participantes sigam os protocolos sanitários e utilizem máscara de proteção, álcool em gel e respeitem o distanciamento social”.