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Governo quer reduzir auxílio emergencial para R$ 200, caso seja prorrogado

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Enquanto parlamentares já falam em estender o auxílio emergencial de R$ 600 pelo menos por mais três meses, o governo se antecipa dizendo que pode ser a favor da iniciativa, desde que o valor destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais, autônomos e desempregados seja cortado para apenas um terço.

 

O secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues, um neoliberal convicto que prepara os textos das maldades encomendadas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, para prejudicar os mais pobres, admitiu que o auxílio emergencial aprovado pelo Congresso Nacional poderá ser prorrogado por mais três meses. Ele disse isso na quinta-feira (28/5), em videoconferência promovida pela Comissão Mista criada pelo Congresso Nacional para discutir os impactos do novo coronavírus na economia brasileira.

 

Waldery representou Paulo Guedes, que chegou a dizer que é possível a continuidade do benefício por mais três meses, mas em valores que não ultrapassem três parcelas de R$ 200, como era a proposta inicial do presidente Jair Bolsonaro antes de deputados e senadores aprovarem valores mais altos.

 

“O auxílio emergencial será prolongado, muito provavelmente sim, mas com outro perfil, outro formato. É um programa valiosíssimo e de alta efetividade, mas é também um programa caro”, defendeu Waldery.

 

Mas dinheiro público para banqueiro não falta. Como sempre, o representante de Guedes faz questão de omitir porque o governo enfrenta tanta dificuldade para liberar o auxílio emergencial enquanto libera cerca de 1 trilhão de reais para os bancos em pleno cenário de calamidade social.

 

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