Publicidade

Governo Bolsonaro corta R$ 1 bi do INSS, fecha 30% das agências, instala caos e joga trabalhador no sofrimento

  • em



“Acordo no meio da noite preocupada se vou receber no mês que vem porque a cada dia que passa, o serviço prestado pelo INSS só piora”, desabafa

 

 

O governo Bolsonaro cortou quase R$ 1 bilhão do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Com isso, as pessoas que precisam dos serviços previdenciários e assistenciais do órgão estão enfrentando um sofrimento que seria completamente evitável se não fosse a gestão pública do governo Bolsonaro. Hoje há mais de 2 milhões de pedidos aguardando liberação de aposentadorias, auxílios e benefícios. Sobre as perícias, nem se fala. Elas são um capítulo à parte, já que contribuintes aguardam mais de 6 meses para serem periciados e o resultado, que, antes, saía até no mesmo dia, hoje, na gestão Bolsonaro/Paulo Guedes, quando sai, demora mais 40 dias para ser divulgado.

 

 

Esse corte financeiro foi feito faltando pouco mais de 2 meses para o fim do mandato de Jair Bolsonaro (PL). Especialistas em gestão pública têm denunciado que o dinheiro retirado do INSS e de outros setores fundamentais e essenciais do Estado estão indo para o caixa da campanha eleitoral para reeleição. É fato que, atualmente, está difícil dizer qual política pública não sofreu intenso sucateamento, negligência e falta de investimento do governo federal.

 

Mas o INSS é um caso à parte. Tem sido atacado intensamente desde o primeiro dia do governo Bolsonaro, de todo jeito que se possa imaginar. O que estão fazendo com o instituto é um acinte contra o brasileiro. Com este corte de quase R$ 1 bilhão do instituto, o governo simplesmente fechou 30% das agências de prestação de serviços previdenciários, provocando o caos no serviço público.

 

 

É importante destacar que a ideia do ministro da Economia, o banqueiro Paulo Guedes, e o projeto de governo de Bolsonaro, caso seja reeleito, é esse mesmo: o de extinguir o INSS e qualquer serviço previdenciário do Estado e se apropriar do dinheiro público que os trabalhadores de Carteira assinada pagam aos cofres públicos para ter previdência e assistência social do Estado. O problema é que isso está causando sofrimento em milhões de pessoas. É o caso de Pedro Jorge, nome fictício de um trabalhador que pediu para não ser identificado para evitar perseguição. Ele se encontra em uma situação lastimável e evitável pela falta do INSS.

 

 

Via crucis sem fim

 

 

Pedro Jorge conta que o caso dele é mais um entre milhares que os servidores do instituto lidam todo dia. E afirma que se Bolsonaro for reeleito, o órgão vai entrar em colapso nos próximos 6 meses e não dura 1 ano. “Isso não é mentira nem terrorismo. Os trabalhadores já vivem sob a crueldade do abandono de Bolsonaro e já sofrem as conseqüências dos desinvestimentos na estrutura do INSS”, declara. Ele relatou que se viu obrigado a recorrer à Justiça para ter seu direito previdenciário garantido.

 

 

“No ano passado, passei por uma perícia e meu benefício foi rejeitado. Voltei para a empresa, que não aceitou o meu retorno, e eu tive que entrar na justiça contra o INSS para pleitear meu direito. Em nova perícia, porém, foi concedido o auxílio-doença, só que o pagamento veio reduzido pela metade do valor a que tenho direito. Sem contar que, até agora, o INSS não se pronunciou no processo que eu abri, mesmo o juiz aplicando uma multa e depois dobrando o valor”, desabafa ele. “Se a situação já estava ruim, ficou pior”.

 

 

O calvário dele parece não ter fim. Ele afirma ainda que já tentou contato com o INSS de todas as formas e que não há concessão de benefício nem por meio de decisão judicial. “Tento contato com o INSS e não consigo. Enrolam para passar as informações, e quando passam ainda vêm erradas. A pessoa já não está bem e ainda passa por uma situação dessas. A gente não consegue honrar nossos compromissos. Desrespeito total com os contribuintes”, denuncia.

 

 

Intermináveis  4  anos de espera

 

 

Uma trabalhadora também contou os momentos difíceis que tem passado por causa do sucateamento do órgão. À reportagem, a trabalhadora, que prefere não se identificar, relata que está afastada do trabalho há mais de quatro anos por decisão judicial. “Em janeiro deste ano, o INSS resolveu cancelar meu benefício, sem passar pela reabilitação profissional, que está garantida na determinação do juiz. Diante disso, fiquei seis meses sem receber. Todas as minhas contas venceram, eu passei muita dificuldade. Quem me ajudou foi minha filha”, relatou.

 

 

Indignada, a filha revela que o descaso tem desencadeado dores de cabeça, no estômago e insônia. “Acordo no meio da noite preocupada se vou receber no mês que vem porque a cada dia que passa, o serviço prestado pelo INSS só piora”, desabafa.

 

 

É urgente que o Estado e o povo brasileiro voltem ao Orçamento da União, com o compromisso daquele que ocupará a presidência da República a partir de 2023 de reavivar a esperança com investimentos em educação, saúde, assistência social, previdência social e direitos humanos. É urgente também que os orquestradores e os beneficiados pelo orçamento secreto (nem tão secreto assim) sejam responsabilizadas pelo esvaziamento dos cofres públicos em detrimento de interesses individuais e eleitoreiros.

 

 

O fato é que não há nenhum setor do Estado nacional e da vida dos brasileiros que não tenha sido profundamente sucateado e destruído pelo governo Bolsonaro. Da educação à saúde, da previdência social ao meio ambiente, te fora a fora, o candidato à reeleição para à Presidência da República tem avançado – ora com a extinção de políticas públicas e mercantilização de serviços prestados pelo Estado ora com a apropriação indevida de recursos financeiros públicos ora com a privatização de patrimônios públicos e riquezas nacionais, e deixado o brasileiro entregue à própria sorte e seu patrimônio público entregue a pessoas ou empresas privadas.

 

 

  • Compartilhe

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *