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Golpe militar e ditadura no Chile

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“Ontem foi 11 de setembro e não quero deixá-lo passar em branco pelo que vivi no exílio no Chile em 1973.

 

 

Era o período da guerra fria. Os Estados Unidos queriam manter a América Latina como seu quintal e evitar nova Cuba e principalmente a experiência do socialismo com democracia. Com as classes dominantes chilenas e os chefes militares articularam a organização golpista: imprensa no ataque ao governo, desabastecimento de produtos básicos pelo imperialismo, grandes fazendeiros e grandes empresas , com embargos e boicotes. Houve intensa articulação parlamentar para o golpe com chefes militares em coordenação com a CIA. Caminhoneiros paralisaram o transporte financiados pela pela ITT – Companhia Telefônica.

 

 

Diante do boicote havia mobilização pela distribuição popular de alimentos ( Juntas de Abastecimento e Preços- JAPs) , gestão de empresas nacionalizaras por parte de trabalhadores, cordões industriais para integrar produção/consumo e confiança no governo.

 

 

A Unidade Popular ganhara as eleições municipais e Allende ia anunciar um plebiscito para referendar a democracia e seu governo. As FFAA se anteciparam ao plebiscito e deram o golpe, traindo Allende.

 

 

No dia 11/9 as ruas foram bloqueadas com barreiras, o aeroporto e a mídia ocupados e o Palácio de la Moneda bombardeado, onde Allende resistiu até ser obrigado ao suicídio/assassinato.

 

 

Seguiram prisões em massa, vasculhamentos, tortura e assassinatos, com a Junta Militar no Governo.

 

 

A UP acreditava na democracia. Não estava preparada para a violência do golpe militar. As embaixadas serviram de acolhimento a centenas de perseguidos. A direita chilena festejou a repressão com champanhe.

 

 

O Plano neoliberal estava articulado. O estado de guerra foi declarado e os militares ganhavam soldo em dobro.

 

 

Éramos professores na Universidade Católica de Valparaiso. Fui preso em 18 de setembro e levado ao barco Lebu como prisioneiro sem direito algum de defesa. Eva, minha companheira, e filho, com solidariedade conseguiram escapar para um Refúgio da ONU em Santiago, a 120 km de Valparaiso.

 

 

Depois de sair do horror da prisão nos encontramos no Refúgio da ONU. Saímos como refugiados para a Holanda e como apátridas pois o então Brasil nos sonegou o passaporte.

 

 

Ditadura nunca mais!

 

 

(*) Vicente Faleiros é professor aposentado e professor emérito da Universidade de Brasília

 




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