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Globalização, dívida e miséria

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No fim de semana que prossegue com o feriado do dia do comerciário, 16 a 18 de outubro, o jornal MONITOR MERCANTIL traz artigos e reportagens que dão a real perspectiva da situação do Brasil e do mundo, no ambiente de fake news, fraudes intencionais, engodos de toda ordem e falácias cometidas pelos que têm obrigação de dirigir a sociedade.

 

No título deste artigo temos duas farsas: globalização e dívida, e sua pior consequência: a miséria física e cognitiva que envolve o mundo. No Monitor Mercantil lemos uma comparação entre dois instantes históricos, no artigo do analista geopolítico Fabio Reis Vianna, em A batalha de Lepanto e os fantasmas da Europa (pag. 2 Opinião). E, no dia 18 de outubro, pela iniciativa da Auditoria Cidadã da Dívida, teremos no youtube, às 19 horas, a apresentação, com debates, da Coordenadora Nacional Maria Lucia Fattorelli, da Auditoria Cidadã, e do jornalista internacional Beto Almeida, sob o título Pandora Papers e o Planejamento do Ilícito.

 

No jornal e no debate, temos/teremos dados que esclarecem a situação trágica, qual um veneno cósmico em que a Terra mergulhou.

 

Iniciemos pela farsa da globalização. Quem pode transitar por todo mundo “sem lenço e sem documento” senão as finanças apátridas, quase sempre oriundas de atos ilícitos: tráfico de drogas, prostituição de pessoas de todos os sexos e idades, venda de órgãos humanos obtidos por crime para indústrias de cosméticos, contrabando de armas, corrupções etc. Para estes capitais existiam, no fim de 2019, 84 paraísos fiscais espalhados pelo mundo, estando a maioria, 32, em territórios da Commonwealth Britânica. Hoje, com quase dois anos de covid, já devem existir outros mais.

 

“Dívida de países pobres vai a US$ 860 bilhões e bate recorde em 2020” é título de reportagem do Monitor Mercantil, onde esclarece que “o Banco Mundial divulgou nesta semana dados que indicam o crescimento de 12% da dívida de países de baixa renda” e “o Grupo Banco Mundial destinou US$ 157 milhões para combater os impactos sanitários, econômicos e sociais da crise”.

 

Enganam-se os que veem alguma ação altruística do Banco Mundial, onde as grandes potências militares e econômicas do mundo têm a decisão. São recursos que retornam com ganhos de diversas ordens para os países ricos: sob a forma de juros, ou de contratos de fornecimento de bens ou, ainda, de prestação de serviços, inclusive como provocar a miséria nestas nações para que nunca deixem de pagar, várias vezes, a mesma dívida.

 

A miséria vem narrada sob o título “Fome aumenta no mundo no Dia da Alimentação”. O dia 16 de outubro, as Nações Unidas (ONU) consagram como a data Mundial da Alimentação. Mas o Secretário-Geral António Guterres não pode fugir à constatação que 40% da humanidade “não consegue pagar por uma dieta saudável”. São três bilhões de pessoas vivendo esta situação, esclarece a reportagem. E Guterres acrescenta que os impactos do covid-19 pioraram ainda mais a situação acrescentando 140 milhões de pessoas aos que se encontram sem alimentos.

 

E o governo do Brasil, a partir do golpista Michel Temer, no que prossegue o presidente Jair Bolsonaro, fecha as fábricas de fertilizantes da Petrobrás, ou as vendem para empresa sediada em paraíso fiscal, deixando a agricultura, que pode abastecer o mundo, pelo solo, pela água, pela tecnologia da EMBRAPA, sem insumo para produção. Uma contribuição a mais do nosso País às finanças internacionais.

 

E, como seria esperado, a “atividade econômica tem nova queda em agosto”, título à página 3 do Monitor Mercantil. Na comparação com o mês anterior a queda foi 0,15%. Também para o segundo trimestre deste ano, o Produto Interno Bruto (PIB) presentou variação negativa de 0,1%. Mas o PIB, por tratar de bens materialmente existentes, tem pouca importância na economia dos países, aonde os derivativos chegam a ser 1.000% superiores, ou seja, há muito mais papel sem lastro circulando e fazendo transferência de renda na economia do que a produção de bens realmente existentes, como é um prato de comida.

 

Para dar início à mudança, indispensável alteração dos rumos de nossa Pátria para extinção, é necessário começar a estuda-la com afinco, buscando os fatos e não as fantasias das ideologias importadas. Ao invés de ter a bandeira nacional como xale, tê-la no coração.

 

(*) Pedro Augusto Pinho, administrador aposentado.

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