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Gestão do governo Bolsonaro na Petrobrás expulsou 1.399 famílias da AMS, só em 2021

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2.800 ficaram sem plano de saúde

 

 

Na quarta-feira, 10, durante a segunda reunião temática da AMS, os gestores da Petrobrás apresentaram parcialmente aos representantes da FUP alguns dados que foram cobrados na semana passada.

 

 

Uma das informações que mais indignaram as representações sindicais foi o anúncio de que 1.399 petroleiros e suas famílias foram expulsos da AMS, por não conseguirem arcar com os custos do benefício. Ou seja, devido aos descontos absurdos feitos pela empresa, de forma abusiva e sem qualquer transparência, aproximadamente 2.800 beneficiários da AMS ficaram sem o seu plano de saúde, já que cada titular, em média, tinha um dependente.

 

 

Os dados apresentados pelos representantes da Petrobrás são referentes apenas ao ano de 2021 e não levam em consideração os titulares que voluntariamente pediram para sair da AMS, por não terem mais condições financeiras de manter o benefício.

 

 

Essa situação caótica e desumana pode piorar, e muito, se a gestão da empresa insistir no impasse que criou ao apresentar duas contrapropostas que impõem mais prejuízos para a categoria, principalmente para os aposentados e pensionistas que recebem as menores remunerações.

 

 

Estudo apresentado pelo Dieese na reunião da semana passada mostrou que a Petrobrás já acumula ganhos de cerca de R$ 8,5 bilhões somente em relação ao passivo atuarial com a AMS. E, ainda assim, a empresa propõe aos beneficiários um reajuste linear de 25% na tabela do grande risco, enquanto oferece à categoria 7% de reajuste salarial, índice abaixo da inflação.

 

 

Segundo o Dieese, os reajustes absurdos aplicados na AMS nos últimos cinco anos variaram de 33% (para os beneficiários de menor idade e maiores remunerações) a 928% (beneficiários de maior idade e menor remuneração). Nesse mesmo período, os petroleiros do Sistema Petrobrás amargaram perdas salariais significativas, já que os reajustes alcançados foram de 17,7%, enquanto a inflação acumulada está em 21,1%, segundo o IPCA.

 

 

Ou seja, o que a diretoria da Petrobrás está propondo é arrochar ainda mais os trabalhadores e penalizar os aposentados e pensionistas, que têm sido os mais prejudicados pelos reajustes e descontos abusivos da AMS e pelo sucateamento do benefício.

 

 

A FUP tornou a reforçar a importância do processo negocial apontar uma saída para o impasse que foi criado pelos gestores, lembrando que na pauta aprovada pela categoria petroleira uma das reivindicações é a prorrogação do ACT até o final das negociações, como sempre foi prática da empresa.

 

 

As representações sindicais ressaltaram ainda que é fundamental a preservação do atual Acordo Coletivo, sem rebaixamento de direitos, e cobraram da Petrobrás empenho em avançar no atendimento dos principais pontos da pauta que foram defendidos na reunião temática anterior.

 

 

Na quinta-feia, 11, haverá mais uma rodada temática de negociação do ACT, às 14h.

 

 

AMS: Principais reivindicações

» Manutenção do Acordo Coletivo, sem rebaixamento das cláusulas de AMS

» Restabelecimento da relação de custeio 70×30

» Margem consignável de 13% para todos os beneficiários

» Fim dos descontos abusivos para pagamento do saldo devedor e realização de uma auditoria externa independente para apuração do valor correto

» Fim do VCMH e construção de uma outra alternativa de reajuste para o plano

» Pagamento por boleto bancário apenas em casos específicos discutidos na Comissão da AMS

» Exclusão de qualquer referência à APS no ACT

[Da comunicação da FUP]




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