Mesmo com o crescimento no número de casos da variante Delta no DF e quase 100 pessoas esperando por leitos de UTIs nos hospitais em Brasília, ainda sim GDF abandona políticas de contenção do vírus.

 

Em Brasília, o primeiro caso da variante Delta foi confirmado no dia 21 de julho. Nesta segunda-feira (02/08), a Secretaria de Saúde confirmou 57 novos casos. Outros 109 estão sendo investigados. Apesar disso, a capital do Brasil, segue com números muito baixos de vacinação, que é a forma mais eficaz de conter o avanço do coronavírus e suas variantes. No DF, apenas 19,72% das pessoas estão vacinadas com duas doses ou dose única, segundo dados do Consórcio de Imprensa desta terça-feira (03/08).

 

Apesar da variante Delta seguir contaminando populações do mundo inteiro, devido ao seu alto poder de transmissibilidade, no Brasil os casos avançam rapidamente em função da política negacionista existente no País, incentivada pelo governo Bolsonaro e repetida em vários estados. Devido à falta de vacinas não compradas em 2020 pelo Ministério da Saúde, o índice de vacinação segue muito aquém do esperado.

 

Em todo o País, apenas 19,89% das pessoas se imunizaram com duas doses ou dose única. O percentual representa 42.122.692 de vacinados num total de mais de 210 milhões de habitantes.

 

Na China, um surto da variante Delta em 13 cidades chinesas fez o governo voltar com o confinamento da população. O surto foi classificado como o mais grave desde que o vírus surgiu em Wuhan.

 

Enquanto os casos da variante Delta se espalham pelo Brasil e no mundo, aqui, no DF, ao que parece, a política de isolamento foi abandonada. É o que avalia a presidente do Conselho de Saúde no DF, Jeovânia Rodrigues. “Vários países no mundo reveem suas estratégias de flexibilização de isolamento e distanciamento social. Mas por aqui estas políticas foram completamente abandonadas”, destaca.

 

A última vez que o Governo do Distrito Federal (GDF) decretou isolamento social foi no final de fevereiro deste ano. Na ocasião, apenas atividades essenciais podiam funcionar. No início de março, 143 pacientes esperavam por leitos de UTI no DF. Hoje, segundo dados do InfoSaúde atualizados às 12h15, ao menos 93 pacientes aguardam por um leito de UTI.